
Escrito por Mário Quintana
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 60 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está à minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
“Mário de Miranda Quintana” (1906-1994) foi um Poeta, Tradutor e Jornalista Gaúcho. Nasceu na cidade de Alegrete e faleceu em Porto Alegre aos 87 anos. Hoje em dia ele é considerado o “Poeta das Coisas Simples”, título dado pelos Sentimentos Puros colocados em seus Textos e Poemas. De certo modo, “Quintana” nos faz refletir sobre os nossos Valores e nos faz enxergar, através de seus versos, a Beleza e a Bondade existentes na Vida.
Conhecido popularmente como “O Tempo”, o Poema tem como título original “Seiscentos e Sessenta e Seis” e foi publicado pela primeira vez no Livro “Esconderijos do Tempo”, em 1980.
Fonte: “eBiografia”.
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