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Filme “Gandhi”: Lições de Como Viver um Ideal


Gandhi é um filme de Richard Attenborough lançado em 1982, ganhador de vários prêmios, inclusive do Oscar de melhor filme e de melhor ator para Ben Kingsley. O filme conta a história de Mohandas Karamchand Gandhi (2 de outubro de 1869 – 30 de janeiro de 1948), um advogado indiano, nacionalista, especialista em ética política. Gandhi nasceu e foi criado em uma família hindu no litoral de Guzerate no oeste da Índia. Formado em Direito pela Universidade Inner Temple, em Londres, Mahatma (nome que em sânscrito significa “de grande alma”, “venerável”), inspirou movimentos pelos direitos civis e libertários em todo o mundo. 

Além de um ótimo filme, indicamos “Gandhi” por ser uma excelente oportunidade de conhecer um pouco mais sobre esse grande homem. Geralmente o conhecemos apenas por suas frases marcantes e cheias de simbolismos filosóficos, além do seu comportamento gentil e sua grande inteligência, mas ele também foi responsável por unir hindus e mulçumanos de seu país. Ele foi o líder de um movimento de resistência e libertação contra o imperialismo britânico, e conseguiu a vitória para a sua causa adotando a prática da não violência. 

filme Gandhi

Mahatma Gandhi nos deixou um grande legado. Um deles foi o nobre ensinamento de que a Mansidão e a Serenidade são os maiores escudos para qualquer tipo de agressão que venhamos a sofrer. Estes, por sua vez, não são sinônimos de passividade ou inércia, mas uma forma de ação que não precisa agredir o outro para ser eficaz. Comumente consideramos que ser uma pessoa pacífica é, em grande medida, ser alguém que “não se mete em confusão”, ou seja, achamos que a paz tem a ver com passividade, com ser inerte frente à situações que nos tocam.

Por exemplo: se estamos no nosso trabalho e percebemos que algum procedimento não está sendo feito da maneira correta, é nosso dever ajudar e trabalhar para melhorar as condições do serviço. Entretanto, por vezes não agimos com a justificativa de que não queremos causar um mal no ambiente de trabalho ou prejudicar alguém. Achamos, geralmente, que agir vai roubar a paz das pessoas, porém, isso não é ser pacífico, mas sim inerte.

A paz está relacionada com manter uma melhor convivência consigo mesmo e com os demais. Esconder ou não atuar em algo necessário não se relaciona com essa ideia. Entretanto, ser cortês, estar disposto a ensinar e praticar a paciência são armas importantes para quem pretende construir uma vida repleta de paz. Para todas essas Virtudes se expressarem é preciso, necessariamente, agir. E isso Gandhi nos ensinou muito bem, uma vez que sua Determinação, Honestidade e Justiça, foram colocadas à serviço de uma causa nobre. 

Uma das cenas mais marcantes do filme demonstra bem a diferença entre a paz e a passividade: Gandhi faz um discurso apresentando os problemas que existem na legislação indiana, que na época foi escrita pelos ingleses. O público acaba se exaltando por considerar a lei injusta e prejudicial ao povo indiano, e querem propor agir violentamente contra os ingleses.

Gandhi, entretanto, rapidamente apresenta um outro modo de combater: a desobediência civil. O líder indiano diz em seu discurso: “eu estou preparado para morrer lutando pela Índia, mas não estou preparado para matar em nome dela.” Com isso ele apresenta uma outra forma de resistência que não precisa revidar violentamente, afinal, do outro lado não se encontra um inimigo, mas sim um Ser Humano. Portanto, paz não significa aceitar tudo para evitar conflitos, mas agir no mundo em busca de torná-lo mais justo e melhor.

Cena do filme:

Com a sua admirável postura diante de seus opositores, Gandhi nos dá, com os exemplos de sua vida, uma aula prática de como devemos agir e lidar com as nossas “revoluções” pessoais. Ele nos mostra que podemos conquistar os nossos objetivos, e principalmente “desarmar” os nossos “inimigos”, quando atingimos um nível de Serenidade que é  alimentada pela Verdade. Mesmo que seu corpo pudesse ser ferido, jamais seus algozes tomariam sua Alma.    

Refletindo sobre o assunto, podemos observar em nossas próprias vidas que o nosso comportamento e a nossa postura são responsáveis, na totalidade das situações que nos apresentam, pela maneira como as pessoas reagem às nossas abordagens. É como diz o dito popular: “GENTILEZA GERA GENTILEZA”.

Quando procuramos oferecer apenas o nosso melhor sem fazer distinção ao que os outros irão pensar, sentir ou como irão agir, estamos dando oportunidade às outras pessoas a também oferecerem o seu melhor comportamento. Desse modo, possibilitamos nos Harmonizar com tudo e com todos, elevando a consciência coletiva à uma frequência de Amor, União, Respeito e Admiração.

Os mínimos detalhes da trajetória de Gandhi nos mostram a conexão perfeita entre um Homem e seus ideais. Nada poderia fazê-lo mudar o foco das suas intenções, e isso se deve ao fato dele ter estado o tempo inteiro sendo guiado por Princípios. Do mesmo modo, nós também podemos realizar grandes feitos sem abrir mão de nossos ideais. Na maior parte do tempo, porém, não sabemos que ideias nos guiam e, consequentemente, acabamos agindo sem direção ou coerência, tal qual uma embarcação que navega sem saber aonde quer chegar. 

Uma outra marca fundamental de Gandhi foi o seu Amor pelas suas ideias e pela Humanidade. O Amor, em sua forma mais profunda, é capaz de manter o Homem em sua reta trajetória rumo à evolução. Em todas as experiências de nossas vidas podemos agir baseados no Amor e na União, e, em maior ou menor grau, todos nós passamos pelas mesmas batalhas enfrentadas por Gandhi. 

Certamente seu contexto e intensidade se diferem de nós, porém, todos os dias nos deparamos com momentos de intolerância, preconceito, agressividade e muito mais. Frente a esses desafios, devemos manter a nossa conexão com os Princípios de Unidade e Amor. Assim, talvez, possamos ser como Gandhi.                     

Portanto, que sejamos cada um de nós um Mahatma. Que as nossas Almas sejam realmente grandes a ponto de absorverem todo o Amor que há no mundo, e através de nossos atos, sejamos plenos. Visto todas essas questões, nós da Feedobem indicamos o filme “Gandhi”, como uma verdadeira ferramenta a  serviço da reflexão. 

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