A humanidade deu grandes passos no que diz respeito à ciência no mundo atual. É inegável que os avanços tecnológicos dos últimos séculos só foram possíveis graças ao método científico e às gerações de pesquisadores que impulsionam novas e brilhantes descobertas. Conseguimos observar o espaço sideral, mandar naves e até mesmo pessoas para a Lua. De igual modo, também conseguimos mergulhar até o fundo dos oceanos e investigar lugares que até então existiam apenas na imaginação das mentes mais férteis. Em contrapartida, esses mesmos gênios da ciência admitem que quanto mais conhecem sobre suas áreas de estudo, mais ainda falta a ser descoberto. 

O próprio Isaac Newton, um dos maiores físicos da História, falou certa vez que “o que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano”. Devemos entender essa frase não como um desestímulo à busca do conhecimento, mas sim entender a grandeza dos mistérios que se escondem por trás da natureza e seus elementos mais visíveis. 

Ainda pensando sobre a sentença podemos levantar uma outra questão: quanto nos falta para, de fato, descobrirmos verdades profundas sobre a vida? Quando observamos atentamente a ciência, podemos perceber que até o momento decodificamos certos princípios da natureza, algumas de suas leis que fazem com que todo o Universo seja regido, entretanto, não sabemos as causas profundas e a origem desses princípios. Fazendo uma comparação, seria como estar em um concerto e observar toda uma orquestra tocando: podemos até compreender os instrumentos, mas ainda não somos capazes de escutar a música que cada um produz, formando assim a verdadeira sinfonia da vida.

Frente a isso, hoje vamos mergulhar um pouco no campo da arqueologia e nas suas mais novas descobertas. Como se sabe, essa ciência busca vestígios do passado através de artefatos materiais, e graças a tecnologia tem se desenvolvido de forma ampla. As mais diversas técnicas que existem atualmente nos ajudam a entender e a datar com maior precisão objetos e civilizações de que até então se sabia muito pouco. Um excelente exemplo disso é Pompeia, a cidade romana que foi destruída por uma abrupta erupção do vulcão Vesúvio no ano 79 d.C. Com a ajuda da alta tecnologia, os pesquisadores conseguiram verificar, através da análise de diversas camadas do solo, que, além desta erupção no século I, outra grande erupção havia acontecido entre os séculos VII e VI a.C. e também devastado uma área povoada. Sendo assim, descobriu-se que o caso de Pompeia não tinha sido o único na região e que outros povos mais arcaicos já habitavam o sul da península itálica.

Tais ideias vão de encontro com o senso comum atual, em que muitas pessoas imaginam que sobre a face da Terra não resta mais nada a ser descoberto, entretanto, todos os dias a arqueologia vem provando o contrário. Além disso, ainda há uma grande incógnita quanto aos mares do nosso planeta, que, por necessitar de técnicas mais refinadas, ainda foram pouco explorados pela arqueologia. Existe até mesmo um ramo da arqueologia que é chamada de “subaquática”, especializada em analisar e resgatar artefatos que estão sob as águas.

Os mistérios que podem estar escondidos nas águas nos fazem lembrar dos contos sobre Atlântida, a grande civilização que foi engolida pelas águas. De acordo com diversas doutrinas, desde a antiga sabedoria tibetana até a mitologia grega, fala-se que uma grande civilização sofreu com diversos cataclismas e foi afundada por volta do ano 9.500 a.C. Essa data pode variar bastante, mas o mito de Atlântida segue o mesmo nas diferentes culturas. Fala-se também que suas ruínas se encontram em algum lugar desconhecido, nas profundezas do Oceano Atlântico. Seria isso simplesmente um mito, ou realmente essa civilização existiu?

Os relatos mais completos sobre Atlântida podem ser encontrados em algumas obras de Platão, como no Timeu e também em Crítias. Eles falam de uma cultura muito antiga e muito avançada tecnologicamente, mas que acabaram desregulando de alguma forma o equilíbrio do planeta. Isso resultou em mudanças drásticas na geografia terrestre, fazendo com que áreas que estavam submersas emergissem das águas, e outras grandes extensões territoriais ficassem submersas.

Ainda hoje não encontramos nenhuma prova da existência de Atlântida, o que leva a considerá-la ainda um mito. Entretanto, não é novidade que a arqueologia tem feito descobertas tão significativas ao ponto de comprovar antigos mitos. Um deles é o da cidade de Troia, que até o final dos anos 1940 era tida como uma cidade mítica por excelência, existindo apenas na mente de Homero e da cultura grega. Porém, escavações arqueológicas encontraram a antiga cidade do Rei Príamo e do príncipe Heitor, provando que o mito era, de fato, história. 

Sobre cidades submersas, a arqueologia subaquática tem encontrado diversas cidades que, assim como Troia, eram vistas apenas como míticas. Uma delas é a de Heracleion, no Egito Antigo. Essa cidade submersa até pouco tempo atrás era tida como um lendário centro de sabedoria do Egito, que existiria apenas nos escritos gregos e romanos. Porém, a arqueologia comprovou sua existência e, mais do que isso, provou que, de fato, a cidade servia como um centro religioso. Dessa forma, é possível perceber que ainda sabemos muito pouco sobre os mistérios que podem estar escondidos sob as águas e que nas próximas décadas serão revelados.

Enquanto isso não ocorre, devemos sempre nos manter abertos à possibilidade de que os mitos não sejam somente narrativas fantásticas, criados pelos homens e mulheres do passado para justificar sua cosmovisão.

Abaixo segue um excelente documentário da Discovery Civilization que nos mostra algumas cidades submersas que já foram encontradas pelos pesquisadores. Nenhuma delas é a Atlântida, mas a imensidão dos oceanos sempre irá nos deixar com a esperança de um dia encontrarmos esse mistério milenar.

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