“Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. E, ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e, vendo-o, passou de largo.  Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão; E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele; E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu te pagarei quando voltar” (Lc 10: 32-35).

Essa famosa parábola que o evangelista Lucas relata como contada por Jesus tem inspirado milhares de pessoas ao redor do mundo. Qual a diferença entre o samaritano, o sacerdote e o levita? Nesta história uma das principais diferenças é a ação! Somente o primeiro fez algo real pela vida do pobre homem roubado. A vida é feita pelos que agem. É muito importante pensar, sentir, refletir e planejar. Mas, é a ação que muda o mundo. Um Indivíduo realmente Bondoso, Generoso e Altruísta precisa ser o mais ativo. Porque o mundo precisa que essas Virtudes se encaixem entre os Seres Humanos. E esses verbos só se farão “carne” através da ação de cada um de nós. 

Essa é uma linda lição que podemos tirar do filme americano-canadense, Good Sam (2019). Baseado no livro de mesmo título da autora Dete Meserve, o filme conta a história de Kate Bradley (Tiya Sircar), uma intrépida repórter de Nova York que está acostumada a fazer coberturas jornalísticas dos acontecimentos do dia a dia daquela grande metrópole, transmitidas ao vivo. A rotina de Kate muda quando ela é encarregada de descobrir a identidade de um “bom samaritano”, que começa a distribuir uma grande soma de dinheiro a pessoas aparentemente aleatórias. 

O caso faz com que a audiência da emissora de TV que ela trabalha aumente consideravelmente, uma vez que toda a cidade passa a acompanhar a busca de Kate pela verdadeira identidade do misterioso benfeitor. Um aproveitador acaba se apresentando como se fosse o verdadeiro “Good Sam”, apenas para se utilizar da fama, na tentativa de alavancar a sua carreira política. Enquanto isso, as pessoas contempladas pelo “bom samaritano”, começam a se inspirar na sua benevolência e a ter a mesma atitude de também querer ajudar as pessoas. O que Kate não sabe é que o heróico e discreto bombeiro por quem ela está se apaixonando, é a mesma pessoa que todos estão a procurar.

Mas por que as pessoas fazem o Bem? O que as estimulam? O filme que agora indicamos nos dá uma boa ideia da diferença entre uma atitude verdadeiramente Altruísta e uma atitude que tem como intenção ganhar os créditos por ela. O Buda Sidarta Gautama, nos inspirou a agirmos dessa forma no mundo. Ele nos convidou à reta-ação. Uma ação não direcionada pelos nossos interesses egoístas, mas pelo mais puro Amor e noção de dever Humano. E podemos fazer isso em qualquer situação. Ao alimentar um animalzinho de rua, ao compartilhar um alimento, ao dedicar tempo para aquele avô que conta a mesma história todas as vezes… Todos os lugares e contextos são oportunidades para buscarmos um agir verdadeiramente Altruísta. Com certeza, toda boa ação irá, de alguma maneira, beneficiar alguém e, assim como no filme, contagiar e estimular a todos. E a consciência de quem pratica o Bem, como fica? Só crescemos como Seres Humanos a cada atitude que tomamos pensando no benefício do Todo. 

                                                                       Para fazer o Bem não é necessário grandes feitos ou atos mirabolantes. Qualquer pequena atitude nossa de doação e entrega pelos nossos iguais, irá gerar uma reação que nos dará a certeza de que não faz sentido viver se não estivermos de alguma maneira servindo a quem quer que seja. Respeitosamente gostaríamos de citar uma frase contida no livro sagrado do islamismo, o “Sagrado Alcorão”, para que em poucas palavras possamos sintetizar a idéia do que é servir: “Todo aquele que salva uma vida, é como se estivesse salvando toda a humanidade!” Sabendo disso, vamos à “luta”. 

O que você acha de começar se comprometendo de coração com a Bondade? E como o bom samaritano, escolher “fazer o bem sem olhar a quem”? Isso pode gerar uma reação em cadeia. Primeiro dentro de você. Não será surpresa se, a cada ação bondosa, seu coração começar a gostar cada vez mais. Como nos disse Nelson Mandela: o Amor é algo mais natural para o Ser Humano do que o seu oposto. E também não se surpreenda se essa mudança alcançar as pessoas tocadas por seu exemplo. Comece agora mesmo… E se te disserem que você é um sonhador, responda assim:

“You may say, I’m a dreamer

But I’m not the only one

I hope someday you’ll join us

And the world will be as one”

(Você pode dizer que eu sou um sonhador

Mas eu não sou o único

Espero que um dia você junte-se a nós

E o mundo será como um só)

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