Como é bom assistir uma comédia romântica, no fim de semana, à noite, perto da hora de dormir, para sorrir à toa e alimentar o nosso coração. E quando a comédia romântica vem com uma boa reflexão é melhor ainda, pois nos embalamos na história e temos a oportunidade de refletir sobre questões importantes. 

“Questão de Tempo” é um filme disponível na Netflix, dirigido por Richard Curtis, diretor de outras comédias românticas que amamos como “Simplesmente Amor”. Lançado em 2013, “Questão de Tempo” fala sobre a história de Tim Lake, estrelado pelo ator Domhnall Gleeson, um rapaz que descobre aos 21 anos que os homens de sua família possuem o dom de voltar no tempo em que vivem. Essa notícia trás a Tim a possibilidade de conquistar o amor da sua vida e ele embarca nessa aventura para fazer isso acontecer. Por estar numa viagem de regresso no tempo, ele acredita que essa possibilidade é a oportunidade de ouro de sua vida, para então viver seu tão sonhado relacionamento com Mary, estrelada pela atriz Rachel McAdams. Sua expectativa é viver um relacionamento perfeito com Mary. 

Você consegue imaginar o que faria se tivesse a oportunidade de voltar no tempo para qualquer momento da sua vida? Qual seria o momento que você gostaria de reviver? Ou quem sabe momentos que você gostaria de mudar, gostaria que fossem diferentes, erros que poderiam ser reparados, sentimentos que poderiam ser resgatados. Já parou para pensar nisso? A todo momento que você errasse teria rapidamente a oportunidade de reparar esse erro. 

Mas viajar no tempo e alterar a ordem e o acontecimento das coisas…Será que existem desvantagens nisso? Ou é só alegria? Ou será que o melhor é não olhar para trás e seguir o fluxo que a vida nos permite? São estes questionamentos que o filme nos trás quando começamos a observar as consequências causadas pelas mudanças nos acontecimentos de cada coisa. 

Tim é um rapaz um pouco atrapalhado, e essa viagem no tempo pode fazê-lo perder-se ainda mais, enquanto tenta organizar tudo à sua volta, reparando diariamente os erros que comete, e refazendo o momento para que tudo seja perfeito. 

A realidade nos mostra que o perfeito não existe. Não existem pessoas perfeitas, sabemos bem disso, e quanto mais buscarmos a perfeição mais isso pode fazer com que nos percamos do que realmente somos. Tem algo de muito especial em apenas deixar as coisas fluírem e ser quem você é. Muito se fala sobre ter personalidade, se conhecer, se permitir, mas atualmente as pessoas preferem uma perfeição inalcançável ante viver o momento como ele de fato é. Não há nada de ruim em querer reparar nossos erros, mas quando isso já chega ao ponto de nem aproveitarmos mais os momentos com a tensão de fazer dele perfeito, aí sim começa o problema.

Errar faz parte da nossa natureza humana, e está atrelado a composição dos seres que somos. Não é saudável viver desejando voltar no tempo para fazer tudo de uma forma que agrade aos outros sempre.  

Já dizia Confúcio: “A única maneira de não cometer erros é fazendo nada. Este, no entanto, é certamente um dos maiores erros que se poderia cometer em toda uma existência.” Nossas experiências são totalmente importantes para o nosso amadurecimento. Aprender, é a melhor coisa que podemos fazer com os nossos erros, extraindo uma lição deles, refletindo sobre eles, e seguindo construindo novas ações diferentes dos erros do passado. Seguir em frente após um erro é a melhor maneira para encararmos nossas debilidades diante das situações da vida. Como Seres Humanos estamos sujeitos a erros e acertos, e precisamos lidar bem com as duas situações para que possamos viver em harmonia com quem somos. 

A frase de Confúcio nos leva a entender como é importante tentar algo, mesmo em meio a erros e resultados não tão agradáveis como desejamos, precisamos continuar fazendo algo por nós mesmos e pelos outros. Pois pior do que tentar e errar é não tentar, e viver com hipóteses do tipo: poderia ter dado certo ou não. 

Nos relacionamentos tudo isso é muito válido, é importante conhecer a pessoa e se permitir ser conhecido por aquilo que se é. Pois a Transparência, a Verdade e a Honestidade são pilares essenciais. Tim e Mary podem nos ensinar muito sobre isso no decorrer dessa trama. Te convidamos a assistir esse filme sensível, cômico e reflexivo, para que a viagem no tempo de Tim, nos permita aprender sobre como construir nossas relações e reparar nossos erros. 

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