Quem não gosta de um bom filme? Seja deitado no sofá ou indo ao cinema, é inegável que apreciar a 7° arte se tornou um hábito cultural. Não por acaso, cresce, a cada dia, a indústria do cinema, com novas produções, plataformas de streaming e meios que facilitem o acesso do público aos curtas e longas metragem. Todo esse esforço sinaliza o quão importante é esse tipo de arte em nossas vidas, e assim, surge a seguinte dúvida: o que torna um filme emocionante e até mesmo inesquecível?
Responder a essa pergunta não é uma tarefa simples, pois corremos o risco de cair nos gostos pessoais. Para alguns, um bom filme precisa ter ação, cenas de luta e explosões. Já para outros, diálogos profundos e uma trama bem elaborada são elementos essenciais para o filme tornar-se marcante. É evidente que a partir de cada tipo de filme – os famosos gêneros cinematográficos – haverão critérios ou mesmo elementos indispensáveis, mas ainda assim é preciso existir critérios gerais para definir o que faz um bom filme.
Pensando nisso, é comum termos uma série de premiações que analisam e julgam os filmes que são produzidos todos os anos. Provavelmente, você já ouviu falar do “Globo de Ouro” ou do “Critic’s Choice Awards”, ambas buscam elencar os melhores filmes, atores e produções ao redor do mundo. Dentre outras premiações, porém, a mais famosa certamente é o “Oscar”. Criada em 1929, o Academy Awards, como também é conhecido, é a premiação mais antiga do cinema, sendo realizada pela academia de artes e ciências cinematográficas de Los Angeles. Por conta de sua tradição e seriedade, o Oscar é visto como a principal premiação do cinema, tornando-se um evento tão grandioso quanto os próprios filmes que concorrem à estatueta.
Além de uma equipe própria para análise dos filmes, o Oscar conta com uma votação técnica para eleger seus filmes. O corpo de jurados é composto por profissionais do cinema como escritores, diretores, atores e críticos. Para poder votar, por exemplo, além de viver desses ofícios, é um pré-requisito ter trabalhado em pelo menos dois filmes na sua carreira. Portanto, não podemos achar que a escolha de tais filmes partem apenas de um gosto pessoal ou que é feita de forma arbitrária.
Dessa maneira, usar o Oscar como um parâmetro para escolher filmes é uma maneira interessante de não somente conhecer o melhor do cinema, mas também desfrutar de uma boa diversão. É fato que o cinema, de maneira geral, rompe essa fronteira e vai muito além do que somente entregar entretenimento. Os filmes, por muitas vezes, vão retratar momentos históricos, reavivar debates sociais e trazer luz à consciência acerca de algum problema ignorado pela sociedade. Nesse aspecto, o cinema é capaz de sair das telas e ganhar os debates políticos, tornando-se assim uma ferramenta de educação e mudança de uma visão de mundo.
Partindo dessa perspectiva, a Feedobem pensou em mais uma série de textos para abordarmos os melhores filmes ganhadores do Oscar. Sabemos que comumente indicamos longas e curtas metragem aos nossos leitores, mas sentimos a necessidade de explorar melhor essa ferramenta, trazendo assim filmes que entraram para a história da 7° arte e que a compõem. Entendendo isso, precisamos conhecer um pouco mais sobre o universo do Academy Awards e como um filme pode transformar uma geração.
Começando pelo Academy Awards que, todo ano, recebe centenas de indicações de filmes em diferentes categorias. Com o passar dos anos – lembremos que a premiação começou na primeira metade do século XX -, a tecnologia se desenvolveu de uma forma espantosa. Hoje, a qualidade técnica dos filmes é incomparável quando pensamos nos primeiros longa-metragens, fruto das benesses da ciência. Por isso cresce o número das chamadas “categorias técnicas”, que envolvem diretamente esse aspecto.
Outras categorias, porém, têm um caráter mais geral e estão presentes desde cedo na história do Oscar. São elas: melhor ator/atriz, melhor diretor e melhor filme. Como sabemos, cada uma dessas categorias poderia nos render uma infinidade de indicações, mas poderíamos igualmente nos perder diante da quantidade de filmes que precisaríamos comentar. Visto isso, nessa série vamos focar exclusivamente nos ganhadores de melhor filme, considerando que, em teoria, essa categoria abarca, através de uma “média” geral, os longas mais completos.
Outra razão pela escolha dessa categoria é o fato de sabermos que toda premiação acaba dividindo opiniões. Assim como muitos filmes ganham com extrema justiça, visto a grande obra que foram feitas, outros excelentes filmes acabam por ficar de fora ou mesmo não vencerem a estatueta. Esse seria, inclusive, um ótimo tema para uma próxima série, quem sabe. Porém, entendendo que sempre existirá uma parcela que não será contemplada por essas escolhas, tentamos minimizar essa problemática ao selecionar apenas alguns dos ganhadores dentro da longa trajetória do Oscar. Dessa forma, reduzimos o nosso círculo de escolhas para que possamos apontar, dentro daqueles concorrentes, a razão pela qual se escolheu o filme ganhador.
Considerando tais questões, desejamos, por fim, que aproveitem mais uma série pensada com muito carinho para os nossos caros leitores. Que as portas da 7° arte mantenham nossa mente e coração abertos para as histórias, aventuras e dramas que indicaremos ao longo dos textos.
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