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A frase que dá título a esse texto é de autoria do palestrante e coach motivacional americano Jim Rohn que garante que nós somos o resultado da convivência com as pessoas à nossa volta. Você concorda? 

Muitos Filósofos defenderam a ideia de que “O homem é produto do meio”. Sendo assim, seríamos também o produto das pessoas com as quais convivemos. Mas, será que não há a opção do meio ser um produto do homem? O ser humano está sempre fadado a reproduzir o que está a sua volta? Onde se encaixa então a liberdade de ação e o livre arbítrio? 

Primeiro, é importante nos alinharmos quanto à ideia de  Liberdade. Ser livre é fazer o que se quer, sem prestar contas de seus atos? Se alguém deseja voar, não é se atirando de uma janela que vai conseguir, afinal, é preciso respeitar algumas leis naturais que não dependem de nós, como a gravidade. Para alçar voo, foi necessário ao homem compreender e se curvar diante das verdades incontestáveis da física, por exemplo. Então, em algum grau, a Liberdade exige uma dose de conformidade diante das circunstâncias e leis que não podemos mudar. Ainda assim, não podemos afirmar que o homem é produto do meio, pois é dotado de livre arbítrio e pode realizar ações imprevisíveis, inéditas e inusitadas. A primeira pessoa a trilhar um novo caminho, a fazer uma descoberta ou criar algo não pode ser “a média” das pessoas com quem convive. Afinal, ela fez algo que nenhuma outra fez, mas pode ser, em parte, resultado dessa convivência.

Em contrapartida, o meio, em algum grau, nos influencia, pois o ser humano aprende através do exemplo. Nossos primeiros passos, as primeiras palavras ou nossos comportamentos na infância e na juventude, tudo isso foi fruto de uma grande carga de influência das pessoas e dos ambientes que nos envolvem. 

E aí? Parece que voltamos à estaca zero e estamos mais distantes de descobrir quem influencia o que, não é mesmo? Na verdade, apontamos esses dois “lados” para mostrar que eles se complementam. As decisões que tomamos são uma combinação entre o nosso livre arbítrio e a influência externa que recebemos. O segredo para dominar esse processo está no grau de consciência que cultivamos a respeito disso, além da força de vontade necessária para mudar o resultado dessa equação. Se sei que meu desejo de tomar um certo refrigerante nasceu somente depois de ver uma propaganda daquele produto que apela para alguma das minhas necessidades fisiológicas, como ajudar a me refrescar do calor, ou emocional/mental, com o estilo de vida demonstrado por exemplo, eu posso escolher não fazê-lo se chegar à conclusão de que aquilo não é o melhor para mim. Se não tiver consciência disso, vou acreditar que estou totalmente à frente daquela escolha e seguirei em frente sem questionar. 

Reconhecer que não somos completamente únicos e originais é tão importante quanto assumir que não seguimos instruções de maneira cega, como uma máquina. Assim, mesmo que exista a possibilidade de sermos a média das cinco pessoas que convivem conosco, como assegura Rohn, podemos despertar a consciência para nosso poder de transformação através das escolhas que fazemos. 

Selecionar quem faz parte da nossa vida pode estar ao nosso alcance e se percebemos que assimilamos rapidamente os gostos e costumes dos nossos amigos, podemos escolher estar perto daqueles que são melhores exemplos. E por outro lado, quando estivermos cercados de pessoas que não cultivam boas ideias e atitudes, poderemos, assim, ser o bom exemplo que eles precisam.

Não questionar o nosso papel na vida das pessoas pode significar que não saibamos a importância e influência delas na nossa, e isso pode ser visto como uma espécie de adormecimento da consciência que não pergunta, não se aprofunda, não busca entender todos os detalhes, mas apenas se interessa por notícias, headlines e opiniões. Buscar o sentido por trás dos acontecimentos, inclusive de nossos próprios pensamentos, é despertar para uma transformação interior que um dia se refletirá fora de nós, no mundo que desejamos ver.

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