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Você já teve o sentimento de pertencimento alguma vez na vida? O pertencimento nos preenche de duas formas: a primeira é quando nos sentimos parte de algo, sentimos que pertencemos àquele grupo, àquela família, àquela empresa… E por ter esse sentimento, vestimos a camisa e queremos participar e contribuir! Mergulhamos de cabeça e nos comprometemos com o que der e vier.

Já a outra sensação de pertencer é negativa, e está ligada à ideia de posse. Quando temos essa sensação, diferenciamos o que nos pertence do que não nos pertence; o que é meu, logo, exclusivo, do que não é meu, portanto, não me interessa. Esse tipo de sentimento, ao longo do tempo, se torna uma das bases do egoísmo.

Quando tudo que fazemos é baseado na divisão de posses, vemos a vida como um negócio, sempre querendo avaliar o que se passa conosco pensando no lucro ou prejuízo que vamos ter. E aí ficamos com a mentalidade de que tudo o que participa da minha vida é meu, e não me pode ser tirado. Mas, como diz a frase acima, nada nos pertence, nem mesmo o ar que inspiramos, pois temos que expirá-lo. Tudo que nos dá vida, é da Vida, é da Natureza, não pode ser nosso, não podemos tomar posse.

Se avaliarmos sob esse ponto de vista, nós mesmos não nos pertencemos, somos integrantes da Natureza, como células dentro de um organismo. E se eu mesmo não sou posse de mim, o que possuo de fato? Percebem que este sentimento é anti-natural? Pois nada na Natureza age desta forma.

Quando olhamos para os grandes homens e mulheres que serviram de exemplo à Humanidade e que mudaram a história, percebemos que todos tinham em comum a doação de si mesmos em nome dos demais. É como se o

nosso propósito da vida fosse o de sermos melhores para ajudar aos demais… Se guardarmos as nossas conquistas e crescimento para nós mesmos, nossa existência perderá o sentido.

Dentro do nosso organismo, as células recebem as vitaminas, água e nutrientes, e em troca, fazem as funções vitais do corpo. Assim como acontece no micro, acontece no macro, o ser humano é um canal para que a Vida se plasme. Os valores de Bondade, Justiça, Amor e Generosidade precisam ser expressados e vividos pelo homem. Estamos na Vida apenas de passagem, para que possamos ter experiências que nos ajudem a evoluir e a viver estes valores. E como nada é nosso, assim como as células, devemos sempre repassar o que compreendemos e conquistamos para frente, em prol do corpo, para assim participarmos da evolução da Humanidade.

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