O ser humano é um ser social. Por mais que desejemos, jamais estaremos completamente sozinhos. Entendemos que há momentos em que realmente buscamos o isolamento, talvez em uma ilha deserta ou mesmo dentro de nossas casas, mas viver desse modo é simplesmente impossível para nós. Precisamos cultivar relações, aprender e ensinar para que a sobrevivência ocorra. Partindo desse ponto de vista, podemos entender que, desde o nosso nascimento até o último dia de nossas vidas, estaremos rodeados de pessoas. 

Viver em sociedade, porém, não é simples. Não estamos nos referindo somente à questão da convivência, em lidar com os outros, mas também à organização e à complexidade que exige os processos que geramos. Se na pré-história as sociedades humanas iniciais eram organizadas pelas atividades que cada um exercia, por isso são chamadas de sociedades de caçadores e coletores – hoje já não conseguimos distinguir de maneira simplória esses papéis sociais. Naturalmente surge um papel fundamental dentro do grupo e que ainda hoje é um dos conceitos mais difíceis de se colocar em prática com eficácia: o da liderança. Todo grupo organizado precisa de um líder e isso não é novidade. Porém, será que realmente sabemos o que é ser um líder? 

Para entendermos o que é ser um(a) líder, é fundamental sabermos o que significa liderança. Assim, por definição, liderança é a capacidade de influenciarmos pessoas a desempenharem seus trabalhos da melhor forma possível. Essa influência se dá por duas maneiras: poder ou autoridade. Hierarquicamente, se estamos subordinados a alguém e esse alguém solicita um trabalho, nós o fazemos, por conta poder que essa pessoa exerce dentro daquela estrutura. Esse é o tipo de liderança a que estamos acostumados, não necessariamente o/a “líder” que solicita os trabalhos e nos influencia positivamente, mas de quem cumprimos ordens, por ocupar um cargo que exige respeito e/ou obediência. No entanto, existe outro tipo de liderança, menos comum e mais difícil de se exercer, a liderança por autoridade.

Uma pessoa com autoridade possui força moral, ou seja, seu poder de líder surge do seu exemplo. Sua força moral, gerada pelas suas ações, traz inspiração aos demais. E por essa conduta, esse líder influencia positivamente as pessoas a darem o melhor de si mesmas em tudo o que fazem. Por exemplo: quando surge uma difícil tarefa a ser realizada, que vai exigir muito esforço de todos, mesmo sendo difícil, a equipe se mantém motivada, pois o/a líder é quem mais se esforça e trabalha para cumprir com o objetivo.

Dizem que liderança é uma qualidade que nem todos possuem, porém, todos nós, em algum momento da vida, teremos que exercitá-la. Como citado no vídeo abaixo, não se nasce com a liderança, nós temos que aprender a desenvolvê-la. E quando podemos desenvolvê-la? Basicamente, todos os dias, pois o vídeo nos mostra que, quando duas ou mais pessoas se reúnem com alguma finalidade, surge a oportunidade de exercer a liderança. Ou seja, oportunidades totalmente presentes em nossas rotinas!

Apesar de todos nós termos a possibilidade de sermos líderes – e provavelmente em algum momento já fomos –, nem todos conhecem as formas de liderar, afinal, a liderança é uma arte tão antiga e pode ser realizada por diversos caminhos. Vamos apresentar agora alguns dos tipos mais conhecidos.

Um tipo muito famoso de líder é o autocrático. Ele é o estereótipo do “chefe” que todos nós, em filmes e séries (e até mesmo em nossos empregos), já conhecemos. O nome “autocrático” não é por acaso, pois esse tipo de líder tende a centralizar as decisões e, geralmente, não está aberto a sugestões. Em sua forma de comandar, espera que os subordinados apenas obedeçam suas diretrizes de forma exemplar. Um ambiente que estimula esse tipo de liderança é percebido nas forças militares, uma vez que a rígida disciplina e hierarquia fazem com que os soldados apenas recebam e executem as ordens vindas dos seus generais.

Apesar da “má” fama, esse tipo de liderança é focada nos resultados e, por isso, foi amplamente utilizada em empresas, principalmente no século XX. Não por acaso, ainda hoje imaginamos que o líder é necessariamente alguém que cobra muitos resultados e que não está aberto para ouvir a opinião alheia. Essa má fama acaba afastando esse líder de um lugar agradável, mas devemos entender que algumas pessoas possuem essas características e, por isso, lideram dessa maneira. Quando pensamos, por exemplo, sobre o viés da eficiência, esse é um perfil de líder que pode entregar resultados, mas ao preço de tornar o ambiente de trabalho tenso e instável.

Mas nem todos os líderes seguem esse caminho. Há quem prefira uma liderança com menos pressão e maior autonomia. Chama-se de “líder liberal” esse perfil de gestor, que não cobra tanto da equipe e sempre aberto para as questões dos seus liderados. Nesse formato, a convivência e os laços são mais estreitos, tentando prezar pela harmonia e não focando somente nos resultados. Entretanto, é provável que uma liderança liberal acabe gerando conflitos dentro da hierarquia e na própria dinâmica da equipe. Nesse caso, o/a líder deve saber se posicionar e resolver conflitos de forma eficaz. 

É interessante notar que o indivíduo que busca uma posição de liderança nunca estará numa zona de conforto, pois é preciso inspirar e conduzir outras pessoas em prol de uma meta. Logo, isso exige uma grande dose de virtudes, como paciência, disciplina e ordem. Mesmo sendo um(a) líder liberal, tais aspectos são inerentes para quem está dirigindo outras pessoas.

Mas ainda há um terceiro tipo de líder, o qual chamamos de democrático. Esse busca atender o interesse de todos, tanto os seus como o dos seus subordinados. O ponto forte desse tipo de liderança está na comunicação, pois busca dar voz a todos e atender, no que lhe compete, ao que lhe é sugerido dentro da equipe. Seu foco acaba se tornando as pessoas; no entanto, a liderança democrática tenta cativá-las para atingir os resultados. A dificuldade desse tipo de líder é conseguir atender interesses conflitivos e que nem sempre estão alinhados com as metas propostas.

Agora que conhecemos esses três modelos de liderança, surge uma pergunta muito natural: que tipo de líder eu quero ser? E como sei se realmente estou cumprindo com esse papel?

O primeiro passo é liderar a si mesmo, exercer a liderança interna. Como tomamos nossas decisões? Queremos atender aos mais diferentes desejos e necessidades da nossa personalidade? Acabamos sendo rígidos e exigindo uma grande performance, com ênfase nos resultados? Essas perguntas devem úteis para fazermos uma autoanálise e chegarmos a um perfil que, a priori, nos reconhecemos. Uma boa chave para sabermos se conseguimos liderar a nós mesmos é ter noção dos nossos deveres. Estamos cumprindo com todos eles? No mundo atual, exercemos diferentes papéis, será que damos o nosso melhor em cada um deles? Agir de acordo com o que se comprometeu é ser líder de si mesmo. É assim que ganhamos autoridade e conquistamos poder sobre nós mesmos. Após conquistar o primeiro passo, que não é nada fácil, parte-se para o segundo: permitir que esse poder interno inspire as pessoas a fazer o mesmo. E então, você se transforma num líder com autoridade.

A capacidade do(a) líder não é medida pelo trabalho que a equipe produz, mas sim pelo crescimento interior de cada um dos seus subordinados. Um(a) líder exemplar é aquele(a) capaz de inspirar e transformar pessoas comuns em novos líderes. Dessa forma, não só nos tornamos melhores como também ajudamos outras pessoas a crescerem e a tornarem melhores os que estão ao redor delas, e assim segue a corrente da liderança e crescimento.

Diante dos pontos apresentados até aqui, deixamos, por fim, como indicação o nosso texto, no portal Feedobem, sobre o livro “O Monge e o Executivo”,  do qual podemos tirar grandes lições sobre liderança. Que essas reflexões ajudem  você, meu caro leitor, a entender mais profundamente a si mesmo e a refletir sobre como podemos ser fonte de inspiração para as pessoas ao nosso redor.

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