Em 1990, a sonda espacial Voyager estava prestes a se tornar o primeiro objeto construído pelo homem a ultrapassar os limites do sistema solar. Quando ela ia passar pelo último planeta, o astrônomo Carl Segan pediu que a virassem em direção à posição da Terra, para tirar uma última foto de nosso planeta. Nessa fotografia, o tamanho aparente da Terra é menor do que um pixel. O planeta aparece como um pequeno ponto na imensidão do espaço, no meio de um raio solar captado pela lente da câmera.

Não é desse jeito que estamos acostumados a nos ver. De nosso ponto de vista, a Terra parece um planeta imenso, onde 7 bilhões de humanos vivem, alguns literalmente em cima dos outros. Fomos acostumados a pensar em nós como o centro do universo, e houve até mesmo um tempo em que este era o ensinamento fundamental cultivado pela igreja, e mesmo pela ciência: o de sermos o lugar mais especial do universo, e todas as outras coisas que existem terem sido criadas por causa de nós, e para nós.

Mas afinal, somos grandes ou pequenos? O filósofo argentino, Jorge Angel Livraga, vai dizer que: os dois. Se olharmos para o infinitamente grande, como o fez quem manuseava a citada sonda, nos sentiremos extremamente pequenos, quase insignificantes diante de tanta grandeza. Porém, quando olhamos pra o infinitamente pequeno, percebemos que neste sentido há também um universo que passa pelos átomos e suas subpartículas, em relação a estes, somos enormes. A verdade é que estamos num intervalo entre estes 2 extremos, não somos nem melhores nem piores que estes, mas antes, parte de um todo. O Universo não foi criado para nosso usufruto, mas para um eterno processo de evolução, do qual nós fazemos parte.

Tanto a menor partícula subatômica quanto a maior das galáxias, e nós estamos entre elas, fazem parte do mesmo processo, e entender isso, é fundamental para quem quer “conhecer a si mesmo” e crescer. Quando ignoramos este fato, caímos num erro fatal que outra filósofa, a russa Helena Petrovna Blavatsky, em sua obra, A Voz do Silêncio, vai chamar de “a Grande e terrível heresia da Separatividade” que é, justamente, achar que somos algo à parte da natureza ou do Universo.

Em última instância, é essa “heresia da separatividade” a causadora de todos os males que vivemos enquanto humanos, desde a cobiça pessoal até a guerra desenfreada e perniciosa, passando por ódio, preconceitos, fome, miséria e toda sorte de atribulações. Se você prestar atenção, todo grande mestre fundador de religião ou pensamento filosófico, sempre vai falar para percebermos a Unidade e vivê-la.

Do ensinamento budista, de Yoka Daishi, no texto “Shodoka – O Canto do Satori Imediato” que diz: “Uma única natureza contém todas as naturezas;uma única existência contém totalmente todas as existências.Uma única Lua se reflete em todas as águas;todos os reflexos da Lua na água provêm de uma única Lua.”

Até o Cristo que declara:“para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós (…) para que sejam um, assim como nós somos um.”João 17:21,22

Sempre a ideia é a Unidade, o trabalho de evolução do Ser Humano é chegar a Ela. Para lhe ajudar nessa caminhada, aprecie a bela reflexão que o, acima referido, astrônomo Carl Segan, fez vendo essa famosa foto do nosso Pálido Ponto Azul.

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