Desde a antiguidade, todas as culturas e civilizações, com o objetivo de defender a sua soberania, independência política ou conquistar novos territórios, constituíram algum tipo de força militar composta por soldados. A história está repleta de grandes feitos e exemplos desses combatentes. Quem não lembra das sagas e das excursões dos soldados gregos, espartanos ou romanos que inspiram até hoje as forças militares em todo o mundo? Em geral, um soldado trabalha arduamente, é treinado para servir e defender os interesses de sua nação. Uma das máximas mais famosas sobre a força militar diz que “um soldado deve servir de corpo e alma ao seu país e por sua nação deve viver ou morrer, sempre carregando consigo a honra de servir à sua pátria.”

 

Com o propósito de honrar a memória dos vários soldados que perderam suas vidas na Primeira Guerra Mundial, o Reino Unido enterrou o corpo de um combatente desconhecido em nome de todos os soldados do Império britânico, na Abadia de Westminster em 1920. Assim, deu-se origem a tradição de se construir memoriais com o nome “Túmulo do Soldado Desconhecido”, a fim de homenagear os soldados que haviam morrido em batalha e que não eram conhecidos pelos seus nomes. Vários países instituíram essa homenagem, sendo um dos monumentos mais famosos o Arco do Triunfo de Paris, construído em 1921 para honrar os milhares de mortos da Primeira Guerra. No Brasil, o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, é um dos grandes símbolos em reverência aos nossos militares da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que desapareceram em combate durante a Campanha da Itália, entre 1944 e 1945. 

 

O dia 28 de novembro é uma data lembrada em quase todo o mundo e representa o sentimento de gratidão aos milhares de soldados anônimos que protagonizaram o seu mais alto grau de sacrifício em prol de suas nações. A importância de marcar essa data no calendário nos coloca em contato com a essência simbólica dos atos de bravura que esses guerreiros sem rostos nos deixaram como legado. Homens e mulheres deram as suas Vidas em nome de sua pátria, em nome de um Ideal que acreditavam e, muitos deles jamais foram encontrados e sepultados. Assim, celebrar essa data não é só lembrar dessas pessoas, mas agradecer a esses vários soldados. 

 

 

Vale ressaltar que, na maioria das vezes, os monumentos erguidos são túmulos simbólicos, que representam os soldados sem identidade, de determinado país, que morreram em algum conflito específico. No entanto, em alguns desses monumentos podem conter restos mortais de soldados falecidos durante esses acontecimentos.

A partir desse contexto, quais elementos podemos utilizar para aprofundar uma reflexão do tema em questão? Qual a importância do sacrifício dos soldados para uma estrutura social? E por fim, o que podemos aprender com os atos de bravura desses heróis sem rostos?

Há sempre um ato heróico para lembrar, há sempre um exemplo Virtuoso a ser seguido. Em nome de uma missão se renuncia os bens, a família e até a própria Vida, para servir de forma nobre e honrada ao Ideal que ama e protege. Tudo isso por lealdade à sua pátria e ao seu povo. Assim, a relevância do ato de Coragem dos soldados sem nomes em nossa estrutura social não só nos inspira como heróis, mas acima de tudo, convoca dentro de nós a consciência do nosso papel como Indivíduos frente ao Estado. No livro “A República”, de Platão, o soldado é o guerreiro que vai ser preparado durante toda a sua vida para servir à cidade. A sua missão é guardar o Estado, por isso necessitam de uma educação especial. Teriam que ser Fortes, Virtuosos e, acima de tudo, teriam que reunir em si as qualidades de um filósofo. Deveriam,  por natureza,  serem bons, justos e ter uma inclinação para o serviço.

 

Entre tantas coisas que se pode aprender com esses heróis sem rostos, está o valor da Honra, do Serviço e do Amor à Pátria. Amar a terra onde nascemos e que foi defendida com a Coragem e a Bravura dos que nos antecederam, nos dá uma Identidade Cultural e uma Unidade enquanto povo. No monumento nacional de homenagem aos militares da Força Expedicionária Brasileira (FEB), desaparecidos entre 1944 e 1945, os visitantes encontram a seguinte descrição:

 

“Honra a Pátria no passado: sobre os túmulos dos heróis; glorifica-a no presente: com a virtude e o trabalho; impulsiona-a para o futuro: com dedicação, que é a força da fé. Ama a terra em que nasceste e à qual reverterás na morte. O que fizeres por ela, por ti mesmo farás, que és terra, e a tua memória viverá na gratidão dos que te sucederam.”

Que possamos convocar em nós um pouco da Coragem desses guerreiros. Que saibamos reconhecer que toda a paz usufruída no presente é fruto da luta de muitos guerreiros no passado. Então, inspirados neles, que possamos reduzir as nossas buscas egoístas e possamos também nos dedicar um pouco mais a atividades que beneficiem os outros, e não somente a nós mesmos. Cada um da sua forma pode trabalhar para manter vivos a Coragem e o Espírito Heroico dos soldados desconhecidos, assim faremos valer a memória desses guerreiros.

 

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