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São Valentim: O Protetor dos Namorados

Tempo de leitura: aproximadamente 6 minutos

No Brasil, já se tornou uma Tradição celebrar o Dia dos Namorados no dia 12 de junho. Essa data se popularizou depois de uma campanha de Marketing Publicitário promovida em 1948, que tinha a intenção de aquecer as vendas no ramo lojista. O mês de junho sempre havia sido, até então, um dos períodos mais fracos do ano para as vendas no comércio, principalmente no setor de presentes. A clientela acabara de sair do mês de maio, considerado o Mês das Mães e também das Noivas, no qual costumava investir nas compras para presentear, especificamente, a esses dois públicos consumidores. Por esse motivo, os empresários daquela época criaram a data do Dia dos Namorados com a única intenção de amenizar os prejuízos causados no mês de junho. Assim, foi criado para o dia 12 de junho o Dia dos Namorados, no Brasil. 

Já na Europa, nos Estados Unidos e em vários outros países pelo Mundo afora, a data dedicada aos Namorados é o dia 14 de fevereiro. Data a qual se reverencia a memória de São Valentim, Bispo Romano, Protetor dos Namorados. Dito isso, vamos juntos conhecer um pouco da sua História?

Valentim nasceu em um dia desconhecido do ano de 175 d.C., em Terni, Itália. chegou ao bispado aos 21 anos de idade e dedicou a sua Vida a divulgar a mensagem do Evangelho de Cristo, além de unir em matrimônio os jovens casais apaixonados. Várias histórias são contadas a seu respeito e em quase todas elas o Bispo  Valentim está procurando acalmar os ânimos dos casais que ele teve a oportunidade de flagrar conversando sobre a relação. Sabendo dos métodos que ele se utilizou para ajudar a resolver aqueles impasses conjugais, cremos ser impossível não se conseguir promover uma reconciliação entre os amantes.

Conta-se que, em uma certa ocasião, o Bispo Valentim viu um casal discutindo nos jardins da Igreja onde ele morava. O Santo colheu uma linda rosa, e lentamente se aproximou do casal. Calma e ternamente, ele pediu que eles segurassem a rosa. O casal obedeceu, e agiram com todo o cuidado necessário para não se ferirem com os espinhos, nem danificarem a rosa. Enquanto seguravam a bela flor, o Bispo Valentim explicou para eles que a relação deles era exatamente igual àquela rosa, e que a postura dos dois para com a relação deveria ser a mesma que estavam tendo naquele momento: ambos deveriam cuidar para não machucar a delicada flor e o mesmo zelo para não se ferirem com os seus espinhos. Para isso, a rosa, ou a relação, precisava contar com a atenção e o respeito  dos dois jovens enamorados. O que se fala, é que essa história terminou com o próprio Bispo Valentim celebrando o casamento daqueles jovens não muito tempo depois desse episódio.

Um dos primeiros Milagres atribuídos ao Bispo Valentim também diz respeito a uma briga de casal como sendo o pano de fundo para aquele ato sobrenatural. Certa vez, ele, milagrosamente, teria feito surgir vários pássaros, que se comportavam como se estivessem a se beijar, enquanto voavam ao redor de um casal que se desentendia publicamente. O Bispo Valentim teria dito a eles que, tal qual aqueles pássaros a enamorarem-se, era como um casal deveria se comportar. Depois dessa, é claro que a briga acabou. Dizem que esse fato, inclusive, deu origem à expressão “como dois pombinhos”. 

Em outra ocasião, o Bispo Valentim, por ser um grande orador, foi convidado para visitar a casa de um conhecido e respeitado professor das línguas. O filho desse professor sofria há muitos anos com uma doença misteriosa que lhe provocava convulsões. Na verdade, essa doença era a temida epilepsia, e o rapaz teria tido um ataque enquanto o Bispo Valentim era hóspede na casa de seu pai. O Santo então orou pela cura do pobre rapaz, o que aconteceu de pronto. Esse fato fez com que toda a família  do jovem imediatamente se convertesse ao Cristianismo, e que a fama de milagreiro do Bispo Valentim se espalhasse com rapidez.

Outro ponto que marca a biografia de São Valentim é o fato de que ele foi condenado à morte pelo imperador Cláudio II. Colocando em seu contexto Histórico, o Bispo Valentim viveu durante os séculos II e III d.C., período em que o Império Romano estava envolvido em inúmeras guerras e campanhas militares. Frente a isso, o imperador acreditava que os homens casados e pais de família Romanos não se interessavam em se alistar em seu exército, e que os seus soldados casados não se empenhavam tanto nas batalhas quanto os homens solteiros. Por esse motivo, Cláudio II resolveu proibir a prática de casamentos durante os longos períodos de guerra, para tentar fazer com que os rapazes se interessassem pela vida militar. É claro que essa decisão não agradou aos jovens Romanos, principalmente, aqueles que já tinham encontrado as suas cara-metades e não pensavam em outra coisa, senão o matrimônio.

Frente a uma decisão tão severa, os casais, mesmo correndo todos os riscos que envolviam as suas ações, não davam ouvidos ao imperador Cláudio II, e se casaram às escondidas. O Bispo Valentim, acreditando que não havia nada mais puro e verdadeiro que o Amor, realizava as cerimônias de casamento dos casais que o procuravam, mesmo sabendo que estava cometendo um crime perante as leis do poderoso Império Romano.  As notícias das práticas “ilícitas” do Bispo Valentim, rapidamente, se espalharam e cada vez mais casais o procuravam para que ele realizasse os seus casamentos clandestinos. Inevitavelmente, a notícia acabou chegando ao imperador Cláudio II, que mandou prender e o condenou à morte.  Segundo a Igreja Católica, as Tradições Populares surgiram a partir de 14 de fevereiro de 269 d.C, data em que o Bispo Valentim teria sido decapitado, aos 97 anos de idade. Em homenagem ao Protetor dos Namorados, esse dia foi criado com a intenção de se celebrar o Amor, mas nele, a Igreja Católica  viu uma oportunidade de incentivar aos jovens a se unirem em matrimônio, para que segundo ela, aos olhos de Deus, eles não levassem uma vida de pecado, por não serem oficialmente casados. 

 O Dia dos Namorados se internacionalizou, e hoje, 14 de fevereiro, é conhecido como “Valentine’s Day”. Pessoas no Mundo inteiro celebram o Amor e festejam, neste dia, a Alegria de poderem estar unidas através desse sentimento que não faz sentido se não for através da Doação. Afinal, para que serve o Amor se não for para ser compartilhado?

O Amor é a causa primária de todas as coisas! Homens como São Valentim puderam entender isso e dedicaram as suas Vidas, abnegadamente, direcionando todas as suas forças e todos os seus esforços, em um único sentido: A divulgação e a promoção do verdadeiro Amor. São Valentim não se preocupou com as retaliações que os homens poderiam lhe direcionar. Ele sabia que nada poderia vencer o Amor e que, diante dele, toda e qualquer dor seria passageira. Pois, só o Amor não passa. Ele tinha a certeza e a Sabedoria necessária para querer apenas o que se sente. Ele sabia que o que se vê, o que se pega, o que se paga, o que se compra, podem até nos dar algum tipo de realização, mas irá acabar, irá durar apenas enquanto durar o quanto vale. Mas quanto vale o Amor?

O que se conquista através do Amor é igualmente Eterno, Imutável e Impagável.  São Valentim sacrificou a própria Vida pelo que acreditava. Nós não precisamos enfrentar intolerâncias como as que ele enfrentou. Nos nossos dias, tudo que precisamos fazer é Amar. Talvez, assim como São Valentim, não sejamos entendidos por alguns, porém, como ele, seremos Felizes apenas por Amar.

Feliz Dia dos Namorados! Feliz Dia de São Valentim! Feliz Valentine ‘s Day!  

E lembre-se: Namorar é Bom, mas não basta apenas Namorar, tem que Amar!

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