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Um homem entre gigantes: Qual o preço da vitória?

Tempo de leitura: aproximadamente 4 minutos

Dirigido por Peter Landesman e estrelado pelo renomado ator norte americano Will Smith, o longa “Um homem entre gigantes”, de 2015, conta a história real do neuropatologista forense Dr. Bennet Omalu. A história, que é baseada em fatos reais, inicia após Bennet Omalu realizar a autópsia de um famoso ex jogador de futebol americano, morto aos 50 anos, vítima de um ataque cardíaco.

A partir disso o neuropatologista descobre, no ano de 2002, uma anomalia cerebral causada pelas repetidas e violentas pancadas na cabeça a que os praticantes desse esporte estão expostos. O Dr. Omalu acaba por nomear sua descoberta de “ETC” – sigla para  Encefalopatia Traumática Crônica – e antes de conseguir ter o seu trabalho reconhecido teve que enfrentar uma dura, longa e discriminatória batalha contra a poderosa liga de futebol, a NFL – National Football League –  e todos os patrocinadores.   

O filme nos mostra a sensibilidade de Omalu enquanto Ser Humano e o respeito que este tem pela Vida. Ao mesmo tempo, em contrapartida, nos faz refletir sobre a ganância e sede de poder de alguns homens, nesse caso os patrocinadores da liga de futebol e os empresários. Ambos, em diversos momentos do filme, não mostram empatia pelos jogadores e os eventuais problemas de saúde que iriam adquirir após tantas temporadas. O choque entre essas duas visões de mundo, pautadas em Princípios tão diferentes, nos levam a questionar a necessidade de alguns esportes existirem ou pelo menos da maneira que são praticados atualmente. 

Isso nos leva a uma questão mais profunda: o que nos leva a gostar e torcer nesses esportes? Por que vibramos com esportes violentos que já comprovam os malefícios a seus praticantes no longo prazo? Talvez assistir e torcer por times ou atletas desses esportes nos faça externalizar uma violência ou uma emoção que não podemos ter em nossa vida cotidiana. Logo, canalizamos essa energia para vibrar e torcer para que alguém vença uma luta ou que meu time ganhe, mesmo que isso signifique acabar machucando outra pessoa. Temos a certeza que não fazemos isso de modo consciente, entretanto, cabe começarmos a refletir e separar as emoções que guiam nossos desejos e nos inclinam para esse tipo de comportamento.

Voltando ao filme, dono de um admirável currículo, o legista africano radicado nos EUA chegou a sofrer ameaças e perseguições por parte dos dirigentes da NFL. O ápice dessa situação foi a  perda do primeiro filho do Dr. Omalu, quando sua esposa sofreu um aborto resultante da pressão psicológica que a sua família vinha sofrendo. Convicto dos resultados de suas pesquisas e firme no propósito de alertar e prevenir sobre os malefícios da ETC, o Dr. Bennet Omalu não se intimidou diante dos desafios e prosseguiu incansável, até que os resultados de suas pesquisas pudessem ser utilizados para ajudar a salvar vidas.

                                                                                                                                                                     

Pensando nisso, o exemplo do Dr. Omalu é interessante para refletirmos sobre o quão coerentes somos com nossos Princípios. O Ser Humano atual tem se deixado cada vez mais se contaminar pelo consumismo e pela necessidade de ganhar a qualquer custo, mesmo que isso implique na perda de vidas humanas (com tanto que não seja a dele, é claro). O desejo de vitória, a ânsia que temos em sermos melhores que os outros em tudo, nos afasta cada vez mais do caminho que nos leva a Unidade.

 A Humanidade é composta por um conjunto de indivíduos e não por um único ser. Os esportes coletivos até podem nos dar o exemplo de “um por todos e todos por um”, mas o espírito esportivo tem sido cada vez mais substituído pela ideia de competição, e consequentemente, pela vontade, muitas vezes doentia, não de vencer uma “partida”, mas de ser melhor que os outros. Essa atitude só afasta os Seres Humanos uns dos outros e os torna menos Humanos.

Por fim, a verdadeira vitória está na União, na colaboração e, acima de tudo, no respeito e no cuidado com a preservação do bem-estar de todos.  Se quisermos realmente ganhar, temos que aprender que ao perder podemos aprender, por vezes, muito mais do que quando levantamos um troféu. Como diz uma canção, “Nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas vivendo e aprendendo a jogar.” Que possamos, independentemente dos resultados, vencer a nós mesmos e seguirmos caminhando junto com nossos Princípios e Valores.

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