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Filme “Dia do Sim”: Qual a Medida Justa Entre o Sim e o Não?

Tempo de leitura: aproximadamente 4 minutos

Se você é desses pais ou mães que adora planejar momentos para fazer algo diferente com seus filhos, então não deixe de se programar e agendar um cineminha com eles para assistir ao filme “Dia do Sim”. Este longa foi lançado recentemente pela Netflix, baseado no livro “Homônimo” escrito pelos autores Amy Krouse e Tom Lichtenheld, dirigido e produzido por Miguel Arteta e promete fazer do programa familiar um momento de muito divertimento entre pais e filhos.

NETFLIX © 2021

A proposta temática gira em torno da família Torres que decide participar do Dia do Sim, proposto por sua filha mais velha. Durante 24 horas, os pais precisam dar somente respostas afirmativas aos filhos sem qualquer hesitação. Allison (Jennifer Garner) e o seu marido Carlos (Edgar Ramírez) embarcam num dia de aventuras, diversões e superações de limites ao lado dos seus filhos Katie (Jenna Ortega), Nando (Julian Lerner) e Ellie (Everly Carganilla). Tendo em vista que a rotina familiar mudou completamente depois da chegada das crianças e passou a ser resumida aos cuidados da casa e da educação, Carlos interpreta o “paizão” legal que libera tudo para os filhos, enquanto o peso da criação passa pela responsabilidade de Allison, que chega a ser vista como uma mãe que nega e proíbe tudo.

Após algumas reivindicações da filha mais velha, o casal decide quebrar a rotina por um dia e se entregar aos mais diversos desejos dos filhos que, inicialmente, são inocentes como tomar sorvete, comer pizza, usar fantasias, participar de gincanas, etc. Mas, com o passar do dia os pedidos vão se tornando os mais surreais e engraçados possíveis, exigindo dos pais uma flexibilidade e um malabarismo impensado dentro da permissividade do dia do sim. As situações são as mais inusitadas e vão criando para todos um contexto de unidade familiar, descobertas e redescobertas, além de proporcionar um momento de amadurecimento vivido pelos pais e pelos filhos da família Torres. Assim, o filme é uma comédia leve, divertida e bem-humorada que promete muitas gargalhadas aos telespectadores, mas também muitas reflexões importantes.

Gargalhadas a parte, o telespectador mais atento notará que surgem através das cenas, questões importantes que merecem ser realçadas aqui. Um exemplo é a reflexão da importância do equilíbrio entre o “sim” e o “não”, muito bem trabalhado pela relação dos pais com os filhos. Na vida real, se tem uma coisa difícil de acertar é aprender a dar o ponto justo entre saber dizer um sim ou um não na hora certa. Tal habilidade nos exige discernimento, visão e um certo grau de maturidade que, geralmente, só adquirimos quando tomamos muitas decisões conscientes.

Um outro ponto interessante por trás dessa narrativa, é o de aprendermos desde cedo sobre a importância de compreendermos os limites necessários e pedagógicos para nossa formação pessoal e social. Pois, quando se trata da formação de um Indivíduo, é fundamental a reflexão de limites e possibilidades, tendo em vista que todo o nosso caráter será fruto, também, do respeito das regras sociais impostas em nome do bom convívio harmônico conosco e com os demais. E, se estendermos essa compreensão às próprias Leis da Vida como a Ciclicidade das coisas, por exemplo, dificilmente resistiríamos ou sofreríamos diante das mudanças, dos términos ou dos novos inícios que a vida nos oferece.

Assim, apesar da produção abordar de forma superficial esses temas, como afirmam alguns críticos, o filme nos possibilita uma reflexão a respeito da importância de nossas respostas negativas ou positivas diante da Vida. E, para encontrar o ponto justo entre ambas as respostas, é necessária a autorresponsabilidade. Pois, quando nos auto responsabilizamos, superamos os processos de culpa e buscamos o progresso que virá solidamente mais cedo ou mais tarde através de nosso grau de maturidade.

Todos nós sabemos que o processo de tomada de decisão nunca foi e nunca será uma atitude fácil, tendo em vista que tal prática nos exige um grau de Justiça, ou seja, colocar cada coisa no seu lugar e ter um lugar justo para cada coisa. Então, assim como no filme, a vida real é um eterno movimento contínuo onde, nada está parado, inclusive, o próprio Ser Humano, que precisa se construir a todo momento na sua caminhada evolutiva. E, nesse sentido, são as experiências e os fatos que a vida nos confere que nos possibilitam crescer e amadurecer para encontrar as respostas e as soluções para resolver os problemas e superar as adversidades.

Então, só através da maturidade e, consequentemente, da imersão na vida por parte de cada Indivíduo que se poderá encontrar o  ponto de equilíbrio e justiça para as tomadas de decisões, respeitando com isso o equilíbrio entre o sim e o não, equilíbrio esse que é o tema principal desse belíssimo filme que indicamos hoje. Que essa obra possa nos ajudar a refletir um pouco mais sobre esse tema, e assim, nos direcione na nossa saga diária em busca do nosso equilíbrio na Vida. 

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