Dirigido por Clare Knight e Harry Cripps, com o roteiro de Harry Cripps e Greg Lessans, “Back to the Outback” é o título original dessa comédia/aventura de animação norte-americana/australiana. Lançado pela Netflix, em 10 de dezembro de 2021, o filme já é uma promessa na disputa pelo próximo Oscar em sua categoria, além disso, seu grande sucesso se dá porque é considerado um representante da chamada Cultura Pop. Nessa divertida aventura, um grupo de animais venenosos: Maddie a cobra, Frank a aranha, Nigel o escorpião e Zoe o lagarto do espinho do diabo fogem do zoológico onde são expostos ao público com a triste fama de serem verdadeiros “monstros” por serem naturalmente altamente letais. 

Liderados pela serpente Maddie, que é capaz de matar cem pessoas com apenas uma gota do seu poderoso veneno, os amigos peçonhentos, porém de bom coração, cansados de serem tratados como criaturas perigosas, mortíferas e assassinas em potencial, decidem voltar ao seu habitat natural, nas montanhas australianas. Essa decisão ocorre depois de um grande mal entendido, envolvendo a “crocodila” Jackie, uma espécie de mentora dos amigos. A réptil foi retirada à força do zoológico, por representar uma suposta ameaça aos humanos.                        

Na fuga, a trupe acaba tendo que levar junto com eles o coala Pelúcio, a celebridade do zoológico. Pelúcio é fofinho, mas só por fora. A fama parece não ter feito muito bem ao marsupial. Ele se tornou esnobe e arrogante. Por ser o queridinho no Mundo do “Show Business dos Bichos”, Pelúcio se “acha a última bolacha do pacote”, mas no final acaba ajudando aos seus amigos e juntos encontram o tão sonhado “lar doce lar”. 

Você vai dar boas risadas e se encantar junto com a sua família com essa inteligente história cheia de cores e ação, mas não é só isso. A coisa mais importante que esse filme vai fazer por Você, é lhe dar a oportunidade de refletir sobre a incompreensão. É bem verdade que os nossos amiguinhos do filme são capazes de matar. Mas por que será que eles fazem isso?  E quando o fazem, qual é o contexto da situação?   Você acha que eles matam por ódio, inveja, vingança ou cobiça?  Claro que não! Já percebeu que quem mata por esses motivos somos nós? Sim, nós! Os racionais, os civilizados, os donos do topo da cadeia alimentar, os auto proclamados Sapiens.  Precisamos mesmo disso? Por que somos assim? 

Na animação, Frank, a aranha dançarina, é eventualmente dominado pelo seu instinto animal de acasalamento, mas mesmo assim respeita as regras da natureza e a vontade das suas potenciais parceiras.  Por que nós não conseguimos fazer o mesmo com coisas até menos importante, em nossas Vidas?  Respeito! Essa é a palavra chave. Toda incompreensão e tudo que ela pode gerar está diretamente ligada à falta de Respeito. Não pode haver Harmonia, Comunicação ou Compreensão, se não houver Reverência ao próximo. E se não houver Respeito, não haverá Paz. O próprio equilíbrio da natureza depende dele. Até os predadores respeitam as suas prezas, por isso eles só as caçam por uma questão de sobrevivência, bem como, só abatem o animal que matará a sua fome daquele momento. Eles não ficam se insultando, se provocando, “chamando para a briga”, “ninguém” tem a intenção de matar “ninguém”. A ideia nunca foi essa.  Nas savanas africanas, por exemplo, leões e gnus bebem água lado a lado. O nome disso é Respeito! 

Entre nós, seres humanos, e de nós para com toda a Natureza, existe uma triste necessidade de julgamento. Não nos contentamos em aceitar as coisas como elas realmente são, ou de, no máximo, tentarmos compreendê-las. Temos que dar a nossa opinião sobre tudo. Porém, nosso ponto de vista, de alguma forma, sempre é de julgamento, condenação ou menosprezo em relação ao outro, principalmente aqueles que são diferentes de nós.  Mais uma vez, vem a pergunta: Para quê? Ou ainda, por quê? Ninguém é igual a ninguém. Somos indivíduos que se completam, precisamos uns dos outros. Temos muito o que aprender com tudo e com todos. O que Você julga e, muitas vezes, condena no outro é o que lhe falta, ou talvez seja aquilo que Você não admite que também lhe pertença. Quer ser Feliz de Verdade?  Então seja Manso, Grato, Sincero, Honesto e não julgue os outros. Aceite as pessoas como elas são! Saiba que Você também tem muitas características que não agradam a todos. Você mesmo não gostaria de mudar determinadas coisas em seu comportamento, ou no seu jeito de ser, não é mesmo?  Como pode então querer julgar ou até condenar alguém, só porque Você não o entende ou por ser diferente dele?    

Sejamos como a Maddie, a perigosa porém delicada cobrinha azul, que consegue administrar com a Sabedoria que só o Amor pode nos dar. Até mesmo o veneno altamente letal que a Natureza quis que fizesse parte do seu mecanismo de autodefesa. Amando incondicionalmente, ela não precisa inocular o seu veneno em ninguém, o Amor é a sua arma mais poderosa, também pode ser a nossa. E diferente da Maddie, nós não precisamos trocar de pele, apenas de Atitude.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      

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