Todos nós temos sonhos. Seja uma meta de trabalho a realizar, uma viagem ou mesmo o profundo desejo de nos tornarmos melhores, é indiscutível que somos movidos por essas metas e objetivos. Entretanto, será que realizar os nossos sonhos e mantê-los diariamente é uma tarefa simples? Em muitos casos, acreditamos que a realização está em chegar no ponto que queríamos estar, mas o desafio é continuar vivendo o sonho que um dia foi idealizado. 

Assim, o desafio não é chegarmos ao “cargo” dos sonhos, mas conseguir diariamente “dar conta” da sua função. Entre o sonho e a realidade, portanto, buscamos caminhar sempre em direção a essa meta e, ao mesmo tempo, lidamos com as dificuldades e obrigações diárias. 

Essa é a tônica do filme “Teste de paternidade”, produzido pela Netflix e que faz parte do catálogo da empresa de streaming desde 2020. O longa mexicano, que conta com a atuação de Esmeralda Pimentel e Maurício Ochmann, conta a história de um jovem casal que tem sonhos diferentes: de um lado temos Ceci, uma advogada com grandes metas profissionais e que começa a alçar voos mais altos dentro da sua carreira, e do outro lado temos Alex, um publicitário que tem como principal meta de vida ser pai. O casal passa a ter problemas quando Alex tenta convencer a esposa de que está “na hora” de ter um filho, mesmo que esse não seja o foco da jovem no momento.

Ceci concentra-se no trabalho, o que acaba frustrando a perspectiva de Alex. Porém, tudo muda quando o publicitário precisa cuidar de um bebê de uma amiga por três dias. Durante esse período fica claro que o sonho, na prática, não é tão simples quanto se imagina. A comédia do filme é garantida com as diversas cenas que mostram que ser pai é muito mais do que gerar um filho, mas também traz à luz discussões importantes quanto às nossas relações e sonhos.

Uma primeira reflexão que o longa metragem nos causa refere-se aos sonhos tão distintos dos dois personagens. Quando buscamos um companheiro(a) de vida espera-se, geralmente, que este vibre na mesma sintonia, ou seja, que esteja buscando um mesmo ideal de vida que o nosso. Sabemos que existem diversos motivos para criarmos laços e muitos deles são profundos ao ponto de sentirmos dificuldade em desatá-los ou melhorá-los, porém, espera-se que parceiros caminhem na mesma direção. A partir disso, quando observamos a história de Alex e Ceci nos parece que ambos estão buscando sentidos diferentes para suas vidas. 

Levando isso para nossas relações, podemos nos questionar se estamos fazendo o mesmo. Será que nossas amizades e companheiros caminham para o mesmo ideal que nós? Ou melhor: será que nós sabemos qual o sentido que buscamos viver nossas vidas? Essas são perguntas fundamentais para começarmos a decidir como queremos viver, afinal, se não sabemos para onde ir, então qualquer destino poderá ser uma opção. Geralmente essa reflexão nos causa uma grande frustração, pois acabamos vivendo uma vida que não sonhamos viver. Do mesmo modo, se nos relacionamos com pessoas que não compartilham dos nossos ideais, metas e objetivos é provável que haja, em algum momento, tensões “desnecessárias” a serem vividas.

Visto isso, podemos refletir sobre quais critérios usamos para definir nossos parceiros de vida e nossos amigos. De forma geral, deveríamos levar em consideração a admiração que temos por essas pessoas em diferentes aspectos. Suas ideias, sua forma de condução da vida e as suas aspirações, por exemplo, deveriam ser os principais itens dessa lista, porém, nem sempre as usamos como balizadores em nossas escolhas. Em geral, é comum usarmos como critério apenas a beleza física do outro e o quão agradável a pessoa é de acordo com os nossos gostos pessoais. Não por acaso as nossas relações se baseiam, em grande parte, a partir de tendências como gosto musical, hobbies e interesses em comum.

Todos esses critérios são válidos, porém, deveríamos considerar que nosso sonho de vida tivesse um peso maior nessa escolha. O que não é o caso de Alex e Ceci, que a todo momento passam crises por divergirem acerca do próximo passo que deveriam tomar enquanto casal. À medida que a trama do filme vai ocorrendo, porém, Alex nota que seu sonho, na prática, também carrega uma grande responsabilidade e desafio. Isso nos leva a uma outra reflexão importante que o longa traz: Qual o preço dos nossos sonhos?

A todo momento desejamos viver algo em nossas vidas que seja novo, ou seja, desejamos realizar um sonho. Porém, raramente imaginamos como seria a nossa vida caso realizássemos esse tão almejado desejo. A prática da paternidade vivida por Alex revela que para ser pai não basta sonhar, é preciso ser de fato. Dentro desse aspecto, o filme mostra não apenas a alegria de criar um filho, mas principalmente a responsabilidade que existe por trás de todo Amor e dedicação que os pais têm para com seus descendentes.

O mérito do longa metragem mexicano está em conseguir apresentar essas dificuldades de maneira leve e divertida, o que torna o filme uma agradável experiência para quem o assiste. Além do humor, ele nos possibilita refletir sobre nossas relações em diversos âmbitos, se estivermos atentos a essas ideias. Por tudo isso que nós da Feedobem recomendamos o filme “Teste de paternidade”.

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