Como está o seu nível de dependência tecnológica? A cada dia, nossa sociedade fica mais conectada. Nos deslocamos em máquinas; produzimos nossa comida em modernos fornos microondas; trabalhamos, nos divertimos, estudamos, compramos… Essa é uma ideia com que a maioria de nós já está acostumada. Muitos de nós também já ouviu falar que essa dependência é arriscada. Com a tecnologia ficando cada vez mais complexa, há quem tema uma revolta das máquinas. Será que em algum grau, já não vivemos uma tomada de poder delas? Programas de computador escolhem quem será fiscalizado pelo imposto de renda; Há sistemas que definem os currículos das pessoas que serão entrevistadas. Outros que decidem se você terá acesso a um empréstimo, ou não. Ou que selecionam pessoas que você pode se interessar para um relacionamento amoroso…. E a lista continua.

Se esse risco de revolta das máquinas for real, qual será o antídoto? O longa de animação estadunidense “The Mitchells vs. The machines” traz um argumento interessante. Ele coloca uma família comum diante desse dilema. É como se quisesse nos dizer que só a construção (ou reconstrução) de relacionamentos verdadeiros e humanos pode nos salvar de um apocalipse tecnológico. Como se a resposta para nossos maiores medos, estivesse naquilo que é um dos nossos traços mais Humanos: a capacidade de nos relacionarmos uns com os outros. A potência de nos amarmos e de superarmos nossas diferenças em nome de uma ligação generosa e altruísta. Essa característica Humana é geralmente reconhecida nas relações familiares. 

Dos mesmos produtores de “Homem-aranha no Aranhaverso”, Chris Miller e Phil Lord, o filme tem feito sucesso e conta com ricas informações visuais e várias homenagens à cultura pop. Ele conta a história de Katie, uma adolescente prestes a ingressar na faculdade de cinema. Rick, seu pai, decide fazer uma viagem em família para levar a sua filha até o seu destino antes disso. Ao mesmo tempo, a garota não vê à hora de sair de casa para finalmente levar a sua vida de maneira independente.

Durante a viagem acontece uma revolta entre as máquinas, e a família de Katie acaba, mesmo sem querer, tendo que assumir a responsabilidade de salvar o mundo dessa terrível ameaça. 

                                                                                                                                                           O filme aborda temas como a nossa dependência cada vez maior da tecnologia, e também nos mostra o difícil relacionamento entre pai e filha. Faz-nos refletir sobre a importância que é estarmos atualizados com as ferramentas tecnológicas e em como isso, por outro lado, tem feito as pessoas se afastarem dos relacionamentos pessoais para viverem cada vez mais em um mundo virtual.  

Os perigos e aventuras que Katie e sua família têm que passar fazem com que os nossos heróis tenham que aprender a confiar ainda mais nas pessoas, nos ensinamentos e sentimentos gerados a partir da interação social e principalmente familiar.

Não é fácil evitar a tentação de nos encantarmos com as facilidades quase mágicas que o mundo moderno nos oferece e não dependermos cada vez mais delas. Mas não podemos perder a consciência de que somos nós que operamos essas máquinas e não o contrário.                                                                                          

Estamos em alguns casos delegando nossas responsabilidades cada vez mais ao automatismo tecnológico. Corremos o risco de nos tornarmos automatizados também. O filme pode nos fazer refletir sobre o fato de que a inteligência artificial pode até facilitar as nossas vidas em muitos aspectos, mas só nós podemos sentir e tomar decisões baseadas nos nossos sentimentos, nas nossas afinidades afetivas, nos nossos próprios bancos de memória. Como cantou Marisa Monte: “O cérebro eletrônico faz tudo, quase tudo… mas ele é mudo… Só eu posso pensar se Deus existe, só eu. E cá com meus botões de carne e osso, eu falo e ouço. Eu penso e posso.”

Então, não há porque entrar em guerra contra as máquinas. Se confiarmos uns nos outros, se conseguirmos ser uma grande e amorosa família Humana, não haverão inimigos externos que nos ponham medo! Nossa luta deveria ser por mais Respeito, Tolerância, Aceitação do ponto de vista do outro, Unidade em nome do bem comum, Amor, enfim.

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