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“Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho”. Esta frase da canção “Wave”, do compositor Antônio Carlos Jobim, de uma maneira poética nos diz tudo. De fato, é impossível almejar a plenitude se não permitirmos que esse sublime sentimento possa fazer parte de nossas vidas. E como tudo que precisamos desenvolver na vida, o amor também precisa ser exercitado. 

Quando falamos de amor, pensamos de imediato no sentimento que alimenta os nossos relacionamentos românticos, mas o amor não se resume apenas a isso. Ele pode e deve estar presente em cada mínimo detalhe da nossa existência. Desde um simples “bom dia”, até os atos mais grandiosos que a vida espera de nós, o amor sempre deverá ser o primeiro a se apresentar a fim de guiar as nossas ações. Do contrário, a sua ausência nos torna tristes e infelizes e nos condenará a viver na solidão; e é certo que ninguém conseguirá viver plenamente se estiver vivendo sem amor. 

Como sabemos, o homem é um ser que vive em sociedade e depende da convivência para minimamente sobreviver. Afinal, por mais isolado que seja, numa vida normal a pessoa precisa conviver com outra para ir num médico, numa feira, ou até mesmo para cruzar o sinal. É inevitável. Essa necessidade — e por que não dizer essas oportunidades — de ter de conviver faz com que estejamos sempre aprendendo e podendo desenvolver as condições para evoluir. Mas se não estivermos dispostos e preparados a interagir com amor, será como andar e andar e não sair do canto.   

Como podemos perceber, a solidão não faz bem a ninguém, e para que possamos refletir a esse respeito, nós da FEEDOBEM indicamos o curta-metragem “Mr. Empathy” — produzido pela Fondazione Empatia Milano e  lançado em novembro de 2017.  Este curta conta a história de um homem que entendeu que para ser feliz, precisa contribuir com algo para que a felicidade de todos também seja uma realidade. Ele vai nos ajudar a entender que,  de fato, como diz a canção já citada, é impossível ser feliz sozinho, e que uma das melhores maneiras de viver o amor, de ser útil e, também, de não nos sentirmos sós é praticando a empatia.

Você sabe o que é a empatia?  Ela não se trata apenas da capacidade de conseguir nos colocar no lugar do outro, como muitos de nós acreditamos. Há quem seja capaz de estar atento à vida dos outros, mas com uma má intenção por trás, sentimentos como a inveja, por exemplo, que infelizmente ainda faz parte do comportamento humano e só nos afasta cada vez mais uns dos outros.                                                                                                                          Empatia não é só entender ou mesmo respeitar a realidade do outro, é mais que isso. É conseguir sentir o que o outro sente, também sofrer com os seus sofrimentos, se entristecer com as suas tristezas. A empatia nos coloca diretamente no olho do furacão. Ela possibilita que tenhamos uma ideia clara de como nos sentiríamos se estivéssemos passando por aquela mesma situação. Ela nos faz pensar: “e se fosse comigo?” E já que, com certeza, não iríamos gostar nem um pouco de vivenciar aquelas experiências, muitas vezes claramente dolorosas, o que nos impede de ajudar? Em outras palavras, empatia é querer sinceramente o bem para o outro, o mesmo que queremos para nós. É a capacidade não só de entender o que se passa com o outro, mas também de desenvolver a sensibilidade para sentirmos o que ele sente, e por isso fazermos o que estiver ao nosso alcance para ajudá-lo.                

Não é necessário nos esforçarmos para entender que todos nós fazemos parte de um único contexto universal, e que o que é meu também é seu e vice-versa. Não é possível seguir vivendo sem nos doarmos de alguma maneira, principalmente naquelas situações em que podemos interferir positivamente. Se assim não o fizer, mesmo sem saber disso, também estaremos participando delas, só que da pior maneira possível: através da omissão. Sendo assim, é melhor deixar a nossa marca, já que vamos deixá-la de qualquer maneira, tentando fazer o bem, entregando o nosso melhor. 

Muitas vezes, uma pequena atitude nossa pode resolver uma grande questão. Um simples sorriso pode mudar o dia, talvez até mesmo a vida de alguém. Portanto, conscientes de que não temos como ficar alheios ao que está acontecendo ao nosso redor, devemos exercitar a empatia e distribuir amor. Prestando mais atenção nas necessidades dos outros, acolhendo com generosidade as suas demandas como se fossem nossas, poderemos colorir as nossas vidas ajudando a colorir as vidas de todos aqueles que, de alguma maneira, podemos ajudar. Sem falar em tudo que certamente aprenderemos e que vai contribuir para o nosso desenvolvimento pessoal.                   Não alimente a ideia de que você não precisa de ninguém, isso não é verdade. Faça o bem, seja o bem. Procure agir de uma maneira altruísta e  não fuja dessa responsabilidade social tão própria do ser humano.  Recorrendo mais uma vez a “nossa” canção do início, voltamos a afirma que “é impossível ser Feliz sozinho”.   

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