Você já se deu conta de que para estar aqui, hoje,  antes de Você muitas outras gerações tiveram que passar por Processos e Experiências iguais ou, pelo menos, parecidas com as que Você tem hoje? Isso se deve ao fato de que a História é uma espiral ascendente e interminável. Isso mesmo! Ela está sempre se repetindo de alguma maneira, e “andando” sempre para frente e para cima. Nesse sentido, podemos chegar à conclusão de que nós estamos dando continuidade ao que já vem sendo feito antes de nós, e que nós seguimos assumindo a responsabilidade por essa “obra”, a partir de onde ela conseguiu chegar, levada ou trazida até nós pelos nossos antecessores.      

Nossos avós foram cuidados por seus antecessores, depois cuidaram dos nossos pais, que cuidaram de nós, e agora estamos cuidando dos nossos filhos, que irão cuidar dos nossos netos, e assim por diante. Eis aí a espiral ascendente. Esse sentimento de Gratidão e esse senso de Responsabilidade sendo demonstrados, conscientemente ou não, estarão sempre presentes nas nossas Vidas em relação aos que vieram antes de nós, e aos que virão depois. Porém, Você já parou para analisar sobre quem ou o que veio antes de todos nós? Já pensou sobre o que possibilita esses acontecimentos? Já se perguntou desde quando essas Inteligências e Forças estão agindo para que, entre outras coisas, hoje pudéssemos estar aqui? E o mais importante: o que deixaremos para quem vem depois de nós? 

Darwin, criador da Teoria da Evolução, usava uma expressão que fora dita inúmeras vezes pelos filósofos gregos, em seus estudos sobre as ciências naturais, e que em Latim tem-se: “Natura non facit saltum” (A natureza não dá saltos). Isso quer dizer que nada acontece por acaso, certo? Tudo é uma consequência do que já foi feito antes. Bem como, será uma consequência do que está sendo feito agora. A universalidade se constrói a partir dos últimos movimentos feitos para que os próximos movimentos possam ser realizados. 

Pensando sobre essas Ideias, no curta “Hope” podemos compreender que todas as nossas ações têm uma consequência, que nada fica impune, e que tudo depende unicamente dos passos que daremos na direção correta para que a Evolução não seja desviada do seu percurso natural. Quando nos damos conta de que há a muitas gerações, estamos sendo cuidados por nossos antepassados, e que muitas gerações futuras irão depender das nossas atitudes e cuidados, não seria de se estranhar que o nosso primeiro pensamento fosse no sentido de acreditarmos que as nossas Responsabilidades sejam, no máximo, em relação aos nossos semelhantes.  Mas aí surgem as perguntas: E num contexto maior que o familiar e social, quem cuida de nós? De quem mais nós devemos cuidar? 

Vamos resumir todo o Universo apenas ao nosso Planeta para que possamos ter uma melhor compreensão a respeito da reflexão que iremos agora propor. Enquanto os homens estavam vivendo em Harmonia com a Natureza, livre de seus vícios e ambições, essa simbiose funcionava com perfeição. Até os dias de hoje, os chamados “selvagens”, ou de tribos aborígenes são vistos como aqueles que respeitam, de modo sublime, a Natureza. No entanto, aos olhos da nossa Cultura, isso parece ser algo sem sentido para nós. Às vezes pensamos: como eles podem viver com tão pouco e serem tão Felizes?  Dizemos: precisamos de um carro novo, de uma roupa nova, de uma casa nova, de tudo novo para nos sentirmos seguros, realizados e Felizes. Já “eles” vivem, há séculos e até mesmo há milênios, nas mesmas aldeias, cultivam as mesmas culturas agrícolas e pecuárias, mantêm os mesmos hábitos alimentares, se banham nos mesmos rios, adoram aos mesmos Deuses (o que para nós, na maioria das vezes, não passa de uma grande ignorância), descansam nas sombras das mesmas árvores, não têm acesso às nossas tecnologias e ainda assim não ficam doentes. Parece até que nem morrem! 

Esses nossos irmãos têm a Sabedoria necessária adquirida, através de milênios, para saberem que nada acontece sem a sua participação efetiva no contexto em que estão inseridos. Para eles, cuidar do nosso Planeta, da Natureza, do Mundo em que vivem, é algo não apenas normal, mas essencial. Eles sempre souberam que tudo é para a sobrevivência ou para as suas existências, e que tudo lhes é oferecido, desde sempre, pela nossa “Mãe Terra”. Eles sabem que não devem abusar da Boa Vontade, nem mesmo da quase infinita Generosidade da Natureza.  

Existe um ditado que diz: “De onde se tira e não se repõe, um dia se acaba”.  De alguma maneira, mesmo que a distância Cultural entre os “selvagens” e nós seja imensurável,  todos nós sabemos que esse dito popular é a mais pura Verdade. Não dá pra se manter alguma coisa se nós não cuidarmos dela. Lembra do carro novo? Não é possível mantê-lo sem fazer a manutenção apropriada. Agora em relação a nossa Terra, há quanto tempo estamos por aqui devastando, destruindo, usufruindo de tudo que podemos, sem o menor respeito e sem a menor preocupação de que tudo isso pode, de uma hora pra outra, se acabar?                                                  

A Ideia contida no curta “Hope” é simples: “se a gente não cuidar da nossa casa, vamos ficar sem ela”. E como não dá pra se mudar para uma casa nova, o que é que a gente vai fazer? Talvez muitos possam dizer que sozinhos não se pode fazer muita coisa, mas juntos podemos. Juntos somos todos! E todos juntos somos um!                                Os hábitos, as contribuições Positivas, as atitudes que podem e devem se tornar comuns em nossa Sociedade, principalmente àquelas que podem salvar as nossas Vidas, começam a partir da conscientização de cada um de nós. 

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