Nesse inteligente curta metragem Brasileiro chamado “Transições”, produzido no IFTM, Instituto Federal do Triângulo Mineiro, em  Uberaba, podemos acompanhar a história de uma mocinha que, como a maioria de nós, permite que suas inseguranças criem barreiras sociais que favoreçam a incompreensão e a separatividade.

Podemos observar, durante o vídeo, que a imaturidade da menina é a principal fonte das suas angústias e incertezas. Mas e quanto à nós? O que nos faria acreditar que as pessoas são diferentes umas das outras a ponto de permitirmos que exista discriminação, ou que deveríamos nos submeter a alguém? 

Infelizmente, ao longo da história da nossa Civilização, os homens têm se afastado uns dos outros por motivos insignificantes. A cor da nossa pele, as nossas crenças, as nossas posses (ou a carência delas), a nossa arrogância, ou a pretensão de acharmos que, por qualquer motivo, somos melhores do que os outros, nos faz ficarmos cada vez mais separados dos nossos irmãos e, pior que isso, nos distancia do que há de melhor em nós mesmos.

Tem sido imposto a nós, pela sociedade atual, a crença de que fatores étnicos, culturais e, principalmente, diferenças socioeconômicas, devem servir de motivo para não agirmos de forma consciente e tratarmos uns aos outros de forma desigual. Mas por que deveríamos ceder a isso? Será que no fundo nós realmente não sabemos que, em essência, não há diferenças entre os homens?

Os padrões ditados pelo consumismo têm produzido razões ilusórias para nos fazer acreditar que devemos baixar a cabeça e aceitar supostas regras que, no fundo, têm cada vez mais contribuído para dividir a sociedade, ao invés de uni-la. Deixamos de dar atenção aos nossos talentos ou às virtudes que poderíamos desenvolver, e que, consequentemente, estariam nos valorizando e nos fazendo crescer, para nos adequar  a esses modelos de beleza ou sucesso, por exemplo, que nada tem a ver conosco. 

Na verdade, estamos tão preocupados em sermos aceitos nos grupos que ditam essas regras, que isso nos impede de sabermos que toda Beleza, que nos aproxima da perfeição, está manifestada em nós mesmos, de maneira individual e também coletiva. Cada um de nós é expressão única da mesma fonte de Sabedoria. É essa fonte que nos faz ser quem somos e que não nos separa, muito pelo contrário, pois a Bondade é tudo aquilo que nos une. 

Sem dúvida, ao invés de nos enquadrarmos nos padrões sociais que destroem nossa verdadeira identidade, deveríamos aprender a desenvolver os nossos potenciais. Se enxergarmos e compreendermos nossa própria Beleza, além de acreditar nela e respeitá-la, saberemos que ela complementa a do outro, que, por sua vez, também faz parte da nossa.

Comecemos tomando atitudes positivas em relação às pessoas que nos cercam. Podemos elogiá-las ao invés de criticá-las, nos aproximarmos ao invés de afastá-las, ou ainda, podemos ser mais gentis, mais prestativos. 

Ao sermos mais atenciosos com as necessidades dos outros, estamos não só os ajudando, mas, acima de tudo, temos a oportunidade de nos conhecermos melhor. Descobriremos qualidades que talvez nem soubéssemos que tínhamos, ou, ainda, defeitos escondidos que precisamos corrigir.

Como fica claro no curta “Transições”, a necessidade de um referencial é muito importante para que possamos encontrar o rumo certo para a autoaceitação e para o nosso crescimento. Precisamos orientar as nossas crianças e assumir o papel de mestres, e,  igualmente, encontrar nossos próprios referenciais, isto é, nossos próprios guias. 

Todas as antigas tradições nos falam da importância de elegermos um mestre em quem possamos confiar e nos espelhar. Quando aprendemos com os exemplos de alguém que já trilhou o caminho que agora tentamos seguir, é certo que ainda teremos que enfrentar nossos próprios desafios, mas o faremos sob a orientação de alguém que pode nos ajudar, com sua experiência, a não cometer os mesmos erros. Assim, evitaremos passar por sofrimentos desnecessários que poderiam nos desviar do caminho, ou até mesmo desistir da caminhada.

A nossa maior conquista nesta existência, com toda certeza, será ter a compreensão sobre nós mesmos e a aceitação do que aprendemos a nosso respeito.

É impossível interagir corretamente com o mundo, de maneira saudável e produtiva, se não sabemos quem somos ou se não nos aceitamos. Trata-se de Amor próprio, Autoconfiança, Autoestima e também Humildade. Ao nos amarmos, estaremos prontos para amar a todos. Ao nos conhecermos melhor, poderemos compreender o próximo, afinal, sabendo das nossas falhas, Virtudes e também das nossas necessidades, entenderemos o que se passa com aqueles à nossa volta, e assim passaremos a respeitá-los e amá-los como a nós mesmos.

Conhecendo-nos e nos valorizando devidamente, não só teremos a oportunidade de viver uma Vida melhor, livre de traumas ou preconceitos, mas ajudaremos também aqueles com os quais interagimos, pois, o exemplo será sempre  a maior lição que se pode ensinar. 

Aceite-se, valorize-se! Conquiste respeito ao respeitar as diferenças, pois elas são mera ilusão. Existem muito mais pontos em comum entre nós do que diferenças que criamos para justificar a nossa falta de Boa Vontade. Qualquer tipo de separatividade não é mais do que falta de dedicação com o todo, e de compreensão de si próprio. Nós podemos mudar isso, e podemos começar agora mesmo. Sabendo disso, mãos à obra!

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