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 As diferenças que erroneamente acreditamos existir entre os homens, muitas vezes acabam por nos afastar dos nossos semelhantes. As nossas opiniões pré-estabelecidas sobre alguém ou alguma coisa só atrapalham, não nos ajudam em nada quando o assunto é a aceitação daquilo que é novo e desconhecido para nós. As ideias de separação além de nos deixar sós, muito mais do que isso, nos deixam incompletos. Não existe no mundo nada que não esteja de alguma forma interligado. Tudo depende e precisa de tudo que há para existir e desempenhar com eficácia o seu verdadeiro papel.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Talvez todo esse mal entendido, seja de fato uma questão cultural. Que vai passando de “pai pra filho”, sem nem nos darmos conta do que realmente está por trás de tudo aquilo. Nem sempre refletimos sobre a motivação e intenção contida em um conceito ou opinião. E muitas vezes, são elas que nos impedem de compreender a Beleza contida no outro.                                                                                                                                                                                   .                                                                                                                                                                                             Os nossos amigos, nossos verdadeiros aliados, companheiros de “batalha”, aqueles com quem realmente podemos contar, aqueles que chamamos de irmãos, sabe? Certamente não estão interessados ou preocupados com a nossa aparência, nossas posses, nossa origem, ou em qualquer tipo de favorecimento que por ventura possam vir a ter por fazermos parte de suas vidas. Você prefere ter um amigo rico, bonito, famoso, porém desonesto, falso, infiel, interesseiro, ou um em quem possa realmente confiar por não ter dúvidas da sua sinceridade? Parece que tudo o que desejamos é alguém com quem compartilhar a vida, ainda que sejamos diferentes na pele, na quantidade de bens, ou no tom dos olhos. De onde viemos, com quem parecemos, o “dialeto” que falamos e principalmente o quanto carregamos no bolso, não fazem a menor diferença para definir quem realmente somos, qual o nosso verdadeiro papel e qual a melhor contribuição que podemos dar em tudo que fazemos.

Somos todos diferentes, isso é um fato! Nos completar com aquilo que nos falta é essencial para que o nosso crescimento possa acontecer. Cada um de nós é um ser único, e as nossas características nos fazem parecer com as peças de um quebra-cabeças. Assim como elas, nós também precisamos das outras peças para completarmos o “jogo.” É verdade que existem “jogos” para todos os gostos e é por isso que devemos encontrar as peças certas para completar o nosso. Isso não quer dizer que as peças que não se encaixam na nossa “trama” devam ser descartadas, elas com certeza irão servir para algum outro mosaico. Infelizmente, ainda existem pessoas que mentem, trapaceiam, são egoístas e vingativas, mas até essas diferenças, por incrível que possa parecer, também podem e devem ser elementos que promovam a nossa interação com todos.  Mas como assim? Simples! São com as diferenças que podemos aprender mais. O grande sábio chinês Confúcio disse uma vez: 

“Sou fadado a, mesmo enquanto caminho na companhia de dois homens quaisquer, aprender com eles. Imito as qualidades de um; os defeitos do outro, corrijo-os em mim mesmo”

Todos nós precisamos de todos. Alguns estarão ao nosso lado nessa jornada, por afeto, afinidade, etc. Outros nem tanto, mas o nosso dever é de nos afinarmos cada vez mais com os nossos irmãos, encontrando e recebendo o que há de melhor neles, e oferecendo o que há de melhor em nós. Respeitando as tais diferenças sem julgamentos ou preconceitos poderemos nos unir em um único Ideal. Imagine o resultado!

É exatamente o que podemos ver no curta “Pedra, papel e tesoura”. Nele, três amigos muito diferentes irão aprender como uma amizade verdadeira pode fazer bem a todos, tornando-os mais felizes e mais poderosos. Quem sabe não seja por isso que somos tão diversos? Para que percebamos que o único poder verdadeiro vem de experimentarmos algum grau de Unidade na diversidade. E se conseguirmos experimentar cada vez mais dessa Unidade, poderemos revelar um verdadeiro UNIVERSO de Amor, Fraternidade e Justiça.

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