Todos temos algum tipo de talento. Não falamos de sermos melhores do que as outras pessoas em alguma habilidade, mas de ter características que pertencem somente a nós. Logo, cada um é especial em nossa própria realidade, pois temos algo a acrescentar no mundo. Enxergamos a vida de um ponto único e através dele interpretamos e interagimos com os demais. 

Partindo disso, cabe pensarmos sobre como agirmos com os talentos que não possuímos. Como resolvemos as coisas que dependem dos talentos que não nos pertencem? A resposta é simples: respeito, flexibilidade, aceitação, observação e, acima de tudo, cooperação.  Por mais que sejamos talentosos e cheios de virtudes, não dá pra viver sozinho. Talvez seja por essa impossibilidade de “resolver” tudo só que a natureza exija do Ser Humano uma vida cheia de relações. As coisas se completam e na nossa realidade precisamos uns dos outros para quase tudo.

Imaginemos, só por um instante, que estamos presos em uma ilha deserta. Para sobrevivermos, iríamos precisar de alimentos, água potável, moradia segura e resistente, além de possivelmente remédios para nos curar em uma eventual doença. Se dependêssemos apenas de nós para garantir todos esses requisitos, será que faríamos tudo em excelência? Provavelmente não. Assim, para sobrevivermos com qualidade, seria necessário que cada um de nós se dedicasse ao que lhe era mais próprio: os com talento para caçar garantiriam a comida; aqueles que compreendessem melhor da arte da medicina poderiam improvisar remédios e dar assistência médica; os que entendessem de engenharia poderiam fazer casas e cabanas da melhor maneira possível. Assim se estabeleceria uma relação de ajuda mútua, na qual poderíamos não apenas usufruir das habilidades alheias, mas aprender com o outro.

Tendo em mente essa ideia de cooperação, indicamos o curta “Head Up”. Ele nos conta uma historinha bem divertida sobre um par de bodes que estão a andar pelas montanhas. Em determinado momento, o bode mais velho ensina o mais novo a se locomover com facilidade entre os obstáculos. O jovem, ávido pelo aprendizado, rapidamente se reposiciona e aceita os conselhos do seu parceiro mais experiente. Entretanto, em determinado momento da jornada, o bode mais experiente se depara com uma situação nova: a necessidade de saltar.

Não tendo habilidade, nem experiência nesse novo momento, o bode deixa de prosseguir, enquanto o mais novo aprende rapidamente a solução para vencer o obstáculo. O ensinamento do curta está justamente nesse momento, pois, mais importante de ensinar ou aprender, é ter a disposição para ensinar aquilo que sabemos e a humildade de aprender o que ainda não dominamos. Nesse contexto, por vezes nos apegamos a ideias que não nos fazem progredir e não aceitamos que pessoas mais novas nos ensinem uma nova maneira de encarar os nossos obstáculos. Sendo assim, ficamos parecidos com o bode mais experiente: nos paralisamos frente a um novo cenário. Se formos orgulhosos, não aceitaremos a ajuda dos demais, principalmente daqueles que até pouco tempo atrás estavam sendo ensinados por nós. Nesse ponto de vista, tentaremos achar a resposta por nós mesmos e isso poderá levar, gostemos ou não, uma enorme quantidade de tempo. O desperdício dessa energia e desse tempo não é nada inteligente, por isso a humildade deve andar de mãos dadas conosco. Só através dessa virtude reconheceremos o que precisamos aprender e aceitaremos a ajuda dos demais, com seus talentos únicos.

Todo mundo tem alguma coisa para nos ensinar, assim como nós também temos algo de bom para dividir com os outros.  Apenas somando nossas forças poderemos ser de fato um só. A individualidade é algo importante no sentido do autoconhecimento, temos que nos observar constantemente e aprender a nos conhecer cada vez melhor. Do mesmo modo que precisamos conhecer nossas capacidades, talentos e limites também, é fundamental entendermos que, no final das contas, somente unidos poderemos ser completos, pois cada um de nós é responsável de alguma maneira pela plenitude do outro. Cada indivíduo tem uma forma de ser e essas diferenças nos enriquecem. 

Dito isso, as vezes é importante olhar para baixo para não tropeçar em nossa própria vaidade. as vezes é fundamental olhar para cima e saltar sobre os obstáculos da vida. Seja do jeito que for, só na convivência com o outro podemos coletar o que nos falta. A sociedade, o planeta, a própria vida, só flui do jeito certo se todo mundo cooperar. Esteja atento ao seu irmão, ele pode te ajudar ou estar precisando de sua ajuda. De um jeito ou de outro a responsabilidade é sua. Chega de “cada um no seu quadrado”, o que dá certo mesmo é “todo mundo junto e misturado.”

Por fim, que possamos ver no outro um campo fértil de virtudes que nos inspirem a serem melhor. Assim, ao invés de competir uns com os outros, podemos aprender com os talentos individuais. Por tais ideias indicamos o curta “Head up”.

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