Para todo artista, desde os grandes mestres da Arte a aqueles mais tímidos, é sempre importante ter algo que lhe inspire, todo artista expressa aquilo que sente do mundo. No curta Canvas, estreia de dezembro de 2020 na plataforma de streaming Netflix, acompanhamos um vovozinho que há muito tempo só observa suas tintas e a tela em branco, pois não consegue mais pintar desde que perdeu sua principal fonte de inspiração.

Percebemos ao longo dos 9 minutos do curta, ilustrado belissimamente por sinal, toda a dor desse senhor ao olhar para aquilo que antes lhe trazia tanta alegria: a pintura, as cores, a representação das paisagens e das pessoas que amava, agora guardados em um quarto escuro e esquecido do seu lar. Vamos torcendo ao longo da trama para que ele recupere o Amor pela pintura, mas de alguma forma nos sentimos desesperançosos diante de tamanha dor nas suas expressões e da hesitação do contato com o cavalete vazio.

Quando sua filha e neta aparecem na história, a esperança na superação novamente se acende ao percebermos que a Pureza e a Doçura da neta vão aos poucos destravando os traumas do avô. O que começa com uma negativa de sequer olhar o desenho da neta, torna-se aos poucos, um convite à criação das suas próprias Artes.

É através do olhar de uma criança que o avô consegue entrar em contato com o acontecimento do passado que lhe causou tanta dor, extraindo aquilo que é importante, o que fica de todos os momentos da Vida – o Amor. Mesmo que a morte venha para as pessoas que amamos, é sempre bom nos lembrarmos que o Amor é o que sempre nos unirá a elas. E assim, ciente deste elevado sentimento que perdura para além da nossa existência, ele se permite novamente, viver de corpo e alma o presente.

Quantas vezes na Vida precisamos ter essas Virtudes tão evidentes nas crianças – Pureza, Sensibilidade, presença de corpo e alma e uma certa dose de aventura que faz com que tudo tenha cor e alegria, com que tudo seja uma nova descoberta – para continuarmos superando as adversidades da Vida? Quantas vezes não ficamos imersos num problema, e alguém com outra visão, nos mostra novas possibilidades de enxergá-lo? E aquilo que trazia dor pode trazer alegria. Como as cores numa tela, que dependendo da luz variam de uma tonalidade escura e sombria para clara e luminosa. Desta maneira, percebemos o curta Canvas como uma grande pintura, bela e sensível, que ensina sobre como lidar com a dor e aprender a viver com Plenitude e Gratidão o que a Vida nos dá no momento presente.

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