(Créditos: Techtudo)

Não é novidade para os gamers de plantão o sucesso popular do The Sims, da empresa americana EA Eletronics, criadoras de jogos como FIFA, Batteflied e vários outros. Com quatro edições, The Sims foi lançado em 2000 e de lá pra cá, os gráficos melhoraram, mas o objetivo do jogo continua basicamente o mesmo: simular a vida como ela é.

Dentro do jogo, assim como na vida, você cria seu personagem com total liberdade, podendo modificar tipo corporal, cor dos olhos, cabelo, nariz, boca e até bochechas, cria sua casa, ou também, pode comprar uma casa que estiver à venda e dentro do seu orçamento, dinheiro no game é chamado de simoleons. Para conseguir mais dinheiro você pode trabalhar e receber por dia trabalhado, além da possibilidade de subir na carreira, caso cumpra com todos os objetivos propostos pelo jogo. Também é possível trocar a mobília da casa por produtos melhores, com mais durabilidade e a cada “final de mês”, é necessário pagar as contas da sua casa, para que mantenha tudo funcionando perfeitamente. Isso tudo, além de ter que cuidar da sua saúde, descanso, alimentação, sono, etc. Na última versão do The Sims, a edição 4, é possível acompanhar o seu personagem, em alguns locais de trabalho, como hospital, laboratório e delegacia.

(Crédito: sims fandom)

No entanto, um jogo tão completo e tão real nos faz refletir sobre a forma que enxergamos a nossa vida. Da mesma forma que na vida real, no The Sims é possível trapacear usando “cheats”, que seriam comandos de programação para alterar o curso do jogo. Com esses “cheats” é possível adicionar dinheiro em grande quantidade, pular fases da vida como infância, ou a adolescência, subir na carreira da profissão escolhida sem passar pelas etapas propostas pelo jogo, comprar itens especiais e até reverter o envelhecimento inevitável. Imagina que você quer comprar uma casa nova, ou algum móvel, e o dinheiro fica apertado para pagar as contas no final do mês, e para resolver isso você só precisaria digitar um código. Com essas possibilidades, jogar The Sims da forma correta, sem trapaças, talvez seja o maior desafio para o player.

(Créditos: Bluestacks)

Isso nos traz uma antiga reflexão sobre a relação do ser humano com a dor. A tradição budista tem uma frase, que é bem conhecida pelos fãs da música “Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto”, do grupo Legião Urbana:

“Tudo é dor. E toda dor vem do desejo de não sentirmos dor.”

Ter que lidar com a restrição de tempo, de dinheiro, com os problemas da idade ou de saúde, nos gera desconforto e sofrimento. E pensamos que a vida seria muito melhor se não tivéssemos que passar por aquilo. O interessante do game, é que quando usamos demais esses “cheats” para nos livrar desses problemas, o jogo perde o sentido, já que não há mais dificuldade a ser superada.

(Créditos: Origin)

Podemos nos inspirar nisso para entender que em nossas vidas, devemos encarar as dificuldades como parte do “jogo”. Claro que ninguém gosta de sentir dor a toa, mas você já parou para pensar que, muitas vezes, sofremos mais por rejeitar a experiência, do que pela dificuldade da experiência em si? Por exemplo, se tenho uma prova marcada, eu reclamo do prazo, fico com medo de tirar uma nota baixa, me sinto culpado por postergar o estudo… Enfim, se eu simplesmente aceitasse a prova como uma experiência necessária, não haveria por que sofrer, se eu organizasse meus estudos e fizesse a prova com a certeza de que dei o meu melhor. A dor vem da rejeição da experiência, do medo de tirar uma nota baixa.

(Créditos: Techtudo)

Tanto em The Sims quanto na vida real, precisamos entender que as dificuldades e os problemas que surgem são experiências necessárias, pois a cada prova dessas que superamos, nos tornamos pessoas melhores, e é isso o que faz a vida ter sentido.

Trailer:

Gameplay:

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