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O reconhecimento da Unidade como forma de compreender a Ordem do Universo

Tempo de leitura: aproximadamente 4 minutos

Dentre as várias concepções acerca do termo “Cosmos”, uma das mais aceitáveis é a de que ele é a totalidade da estrutura Universal. Para os Gregos, o significado da palavra era semelhante à “ordem”, assim como o caos estava relacionado à “desordem”. Essa acepção Grega sobre o Universo nos revela mais do que uma poesia, ela nos expressa um organismo vivo em movimento que tem um sentido, uma direção ou um destino a cumprir, assim como todos os elementos que compõem o Universo. Levando em consideração tal pensamento, podemos dizer que, como estamos imersos nessa estrutura universal, também compartilhamos desse destino e estamos sujeitos às suas leis.

Visto isso, parte da saga Humana, ao longo de milhares de anos, tem sido observar, conhecer, compreender e descrever o Mundo que o cerca, pois dessa maneira, encontramos meios de compreender, não apenas a nós mesmos, mas o que está ao nosso redor. Tornar a natureza algo inteligível foi (e continua sendo) uma questão vital para o ser Humano. Assim, cada povo, à sua maneira, através da sua matriz cultural, tratou de responder qual a sua origem e o seu destino, na tentativa de se situar dentro do espaço e do tempo. E foi a partir dessas narrativas que se chegou à compreensão de que tudo o existe se expressa a partir de três características: uma Lei, uma Energia e uma Forma.

A Beleza e a Grandeza de todo o Universo consistem na Harmonia que há entre os seus elementos, desde o macro até o micro, ou seja, desde uma constelação à uma composição celular Humana. O que percebemos nessas relações é uma Harmonia que perpassa e ordena, logicamente, esses elementos aparentes ou separados. Desse modo, todos esses aspectos da natureza, em suas diferentes grandezas e composições, fazem parte de uma grande Unidade chamada “Cosmos”.

Para além da Ciência, há vários relatos, contos e mitos que nos falam sobre a criação e a ordem do Universo, assim como a origem Humana e a sua relação com os demais seres. Desse modo, sejam eles Nórdicos, Mesopotâmicos, Gregos, Maias ou Judaico-cristã, todos nos possibilitam participar de valores, crenças e símbolos para compreender a nossa condição Humana. Condição essa que nos permite nos enxergarmos como partícipes de uma única Humanidade. Quando todos nós compreendermos isso, talvez possamos sair da contramão dos egoísmos, dos egocentrismos e tantos outros “ismos” que nos separam, nos destroem e nos matam, dia a dia.

Definitivamente, reconhecer a unidade que nos perpassa e nos une ao todo é a chave que nos desperta para ver além das nossas lentes pessoais, dos nossos interesses ou desejos. Ver a Vida como ela é, é um dos grandes desafios que temos, a ser superado, pois enxergar a Verdade por trás de cada coisa nos exige encontrar a Lei que gera e ordena aquele elemento. Assim, seja uma pedra, uma planta, um animal ou um ser Humano, é possível perceber a tripla característica da lei, da energia e da forma que opera nesse mistério do existir. Essa tríade nos ajuda a ler os códigos mais secretos da Vida, nos ensina a ver as leis da natureza não só fora de nós, mas também dentro. Nos ajuda, acima de tudo, a ver a Vida de forma holística, integrada e com um nível de profundidade, porque nos coloca em acesso direto com os nossos mais íntimos Valores, Virtudes e Saberes Humanos. 

Dito isso, a Tradição nos conta que, quando reconhecemos a força e importância da unidade, significa que começamos a viver para além da sobrevivência e despertamos para as questões Filosóficas. O grande mistério da Vida está na unidade de todas as coisas, de todos os elementos, tão distintos mas atraídos e unidos por um magnetismo para além da nossa compreensão Humana. Assim, olhar para o Universo é análogo a olhar para uma grande orquestra afinada regida por um habilidoso maestro invisível.

Tudo o que já existiu, existe ou vai existir busca e caminha para essa unidade. Como numa espécie de necessidade de pertencimento ao todo, essa busca se expressa não como uma carência disfórmica, mas como uma necessidade intrínseca de pertencer a essa orquestra maior e universal. Portanto, quando não compreendemos essa necessidade transcendental, passamos a tentar recompensá-la, construindo vínculos superficiais a objetos ou grupos sociais e nos perdemos buscando sentido para a nossa existência, apenas em questões superficiais da sobrevivência material.

Por fim, acreditemos ou não nessas ideias. Se tem uma coisa que nos une nessa existência, enquanto Humanos, é o nosso lugar de origem e o destino final que nos compete. Ou seja, a questão central é sempre a mesma: de onde viemos e para onde vamos? E, acreditar que o Cosmos e tudo o que nele existe é apenas fruto de uma lógica caótica ou do acaso. É o mesmo que desconsiderar a existência e a força dessa lei da unidade. Como bem disse uma vez, a Filósofa Helena Blavatsky, acreditar na ausência de uma inteligência que ordena o Universo é o mesmo que acreditar em algo sem sentido, como pegar um piano e jogar do alto de uma escada, acreditando que o instrumento, ao cair no solo, possa juntar todos as suas peças espalhadas e, logo em seguida, comece a tocar uma música clássica. Portanto, perguntamos: não faz mais sentido a percepção de que todo esse complexo sistema, cheio de galáxias, estrelas e demais corpos celestes, são frutos de uma inteligência maior, capaz de moldar as leis que regem o menor dos seres até o Sol? Não queremos dizer qual a mais correta teoria, mas deixemos nossas Mentes e Corações abertos para refletirmos sobre a unidade presente na natureza.

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