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O princípio da vibração: como somos afetados pelo “invisível”?

Tempo de leitura: aproximadamente 8 minutos

A antiga sabedoria egípcia nos fala sobre as leis do Universo. Advindas do sábio Hermes Trismegisto, essas leis universais podem ser encontradas no livro “O Caibalion”, e nele encontraremos uma série de explicações sobre como o Universo funciona e relaciona todas as formas de vida, incluindo o Ser Humano. Uma dessas leis, por exemplo, nos fala que tudo que há no micro há no macro, ou seja, que todo o Universo pode ser conhecido ao observarmos os fenômenos que ocorrem em uma escala atômica, uma vez que as leis que regem o nosso mundo são as mesmas em todo o Cosmo.

À primeira vista, essa pode parecer uma ideia chocante, até mesmo sem sentido para alguns, mas façamos o esforço de observar o mundo ao nosso redor. Quando comparamos imagens feitas por grandes satélites como o Hubble e o James Webb, podemos perceber que a estrutura de sistemas estelares, galáxias e até mesmo a rede de conexões entre esses grandes conglomerados de estrelas se assemelha à nossa própria estrutura biológica. A rede de galáxias, por exemplo, tem um desenho extremamente similar à nossa rede de neurônios, além de outros tantos exemplos que podemos ver abaixo:

Até o mais cético dos pensadores não pode considerar essas formações como fruto do “acaso”. Porém, como um sábio no Antigo Egito saberia dessas relações? Saber a natureza do conhecimento adquirido por Hermes Trismegisto é, atualmente, impossível. Nos restaram poucas e obscuras fontes a esse respeito, mas o fato é que suas leis podem ser observadas e demonstradas atualmente. 

Outro princípio – e é a este que dedicamos mais tempo nesse texto – fala da vibração. Segundo Hermes Trismegisto, “tudo vibra” e todo o Universo é composto por diferentes frequências vibracionais. Mais uma vez, num primeiro momento essa ideia pode beirar o absurdo; e para um leitor mais cético, essa lei não é possível de ser observada. Devemos, portanto, exemplificar para demonstrar a aplicabilidade do pensamento hermético. 

Comecemos pelas cores. É fato nos dias atuais que o que chamamos de “cor” nada mais é do que o espectro da luz visível em diferentes frequências e que ao chegar em nosso olho, decodificamos essas frequências em diversas tonalidades. Desse modo, a rigor, podemos dizer que o que chamamos de “vermelho”, “verde”, “amarelo” e demais cores nada mais são do que diferentes faixas de frequência que conseguimos captar. Em síntese, podemos dizer que as cores são vibrações distintas que nossos olhos captam.

Seguindo o mesmo padrão, os sons que escutamos também estão em uma faixa de frequência que nosso sentido capta e traduz como algo agudo ou grave. Ou seja, os sons também são vibrações. Não por acaso, há casos de pessoas sinestésicas, ou seja, que por uma confusão na transmissão desses sinais vibratórios, acabam por perceber a mesma frequência em diferentes sentidos. Dessa forma, essas pessoas conseguem “ouvir” as cores ou mesmo “ver” os sons. Isso só é possível porque, de fato, cores e sons são somente estados de vibração.

Também é fato que esse mesmo princípio de vibração pode ser utilizado para estimular um átomo e fazer com que ele libere calor. Ao colocar um átomo para vibrar, esse gera energia e seus elétrons podem saltar de uma camada para outra da eletrosfera, fazendo com que se produza ondas (que é uma outra maneira de vibração). É inegável, portanto, que o Universo se move a partir desse princípio e que tudo, desde a luz emitida pelo Sol até os átomos que compõem o nosso corpo, está em diferentes estados vibratórios.

Partindo dessas realidades, devemos considerar que há aspectos em nossas vidas que não conseguimos captar pelos sentidos, mas que estão igualmente expostos ao princípio da vibração. Por exemplo, como captamos um sentimento? Certamente ele não entra por nossos sentidos, pois não podemos ver, tocar ou ouvir o amor, a amizade, a lealdade e nenhuma emoção. Podemos ver algo que nos desperta os sentimentos, mas esses estados emocionais partem de uma causa invisível aos nossos sentidos, apesar de inegavelmente comporem nossa vida. Do mesmo modo, podemos inferir sobre as ideias, que apesar de serem captadas por nosso cérebro, também não fazem parte de uma matéria física, visível e que pode ser tocada por nossas mãos. Logo, as ideias, assim como os sentimentos, habitam em um plano que está fora da realidade comum, mas que nem por isso deixam de existir.

Podemos ser levados a pensar, portanto, que os nossos sentimentos e pensamentos estão expostos e que esse mundo mais sutil também tem seus padrões vibratórios e que tais padrões podem modificar nossos sentimentos e ideias. Essa ideia pode parecer absurda para o senso comum, mas em nossa vida prática isso ocorre a todo momento conosco, mesmo que não estejamos conscientes disso.

Um exemplo muito comum disso está em nossos gostos pessoais. Todos nós temos preferências de músicas, filmes e séries, corretos? Mas você já parou para pensar como esses elementos afetam nossa vida psíquica, alterando sutilmente nosso padrão vibratório? Pare e pense em um filme de terror que lhe marcou: pense no medo que sentiu ao assistir o filme. E após terminar, isso desapareceu ou você acabou sonhando com cenas do filme? E dias depois, quase que inconscientemente, você lembrou de algumas dessas cenas? E isso lhe despertou aquele medo novamente? Isso ocorre porque nosso cérebro retém imagens e experiências em nossas memórias e elas vêm à tona de forma inconsciente, mas essa emoção negativa alimenta não apenas o nosso cérebro, mas muda nosso estado emocional. 

Ficamos tristes e melancólicos, por exemplo, ao escutar uma música e, assim como o filme, somos afetados diretamente pelas ideias e melodias que ali estão colocadas. Se considerarmos que tudo é vibração e que a música e a imagem são, em última instância, uma série de cores e sons predeterminados, poderemos estabelecer que essas vibrações alteram e afetam nossos estados de ânimo. Ao acrescentar falas, letras e ideias a essas artes, é possível que nossos pensamentos também sejam afetados de forma consciente e inconsciente. 

Não por acaso, é comum condicionarmos nossos estados emocionais e mentais a determinadas músicas e filmes. Com o tempo, a exposição a certos padrões pode nos fazer cair em hábitos e estados vibracionais que não são saudáveis para a nossa psique. Isso porque, do mesmo modo que ao nos alimentarmos ou ingerirmos bebidas que não fazem bem para o nosso corpo, acabamos por adoecer e adquirir doenças – algumas de forma crônica –, e nosso mundo psicológico também pode adoecer a depender do que estamos consumindo. 

Ainda insistindo nesse ponto, nossa saúde mental é afetada diretamente pelos nossos hábitos e gostos. Em um nível mais sutil, a própria vibração de certas músicas e imagens também nos causa um impacto emocional que não é simples de ser revertido. Ao contrário de uma doença física, em que podemos facilmente atestar através de um exame diagnóstico, nossos padrões vibracionais podem passar despercebidos, e ficamos doentes por uma vida toda achando que somos seres psicologicamente saudáveis.

Deixamos aqui, portanto, algumas dicas de como melhorar sua saúde psicológica a partir de pequenos e bons hábitos para nossa mente.

O primeiro deles é, naturalmente, estar atento aos pensamentos e sentimentos. Quando alimentamos emoções negativas, isso nos causa um peso à vida e nos rouba energia. Por vezes ficamos cansados somente em pensar e sentir tais emoções que podem ser raiva, rancor, tristeza, melancolia, e, em alguns casos, tais aspectos podem gerar uma depressão. Sendo assim, é fundamental evitarmos alimentar por muito tempo qualquer uma dessas emoções, e isso vale para os pensamentos de crítica, de complexo de inferioridade etc.

Sabemos que não é simples combater tais aspectos do mundo psicológico, mas sempre que se pegar preso em alguma dessas emoções, tente colocar uma música diferente, fazer alguma atividade física ou mesmo ler algo que não alimente essas ideias que estão em sua mente. Dessa forma é possível que sua consciência vá para outro ponto e abandone as amarras a que estava acorrentada.

Outra dica importante está em se cerca de pessoas que não reforçam esses aspectos em você. O antigo ditado “diga-me com quem andas que eu te direi quem és” nesse momento faz completo sentido. Se, por exemplo, buscamos sair de um estado melancólico e nos cercamos de pessoas que estão nesse mesmo padrão, é evidente que precisaremos fazer um esforço extra para conseguir se libertar dessa emoção. Isso não significa abandonar ou trocar de amizades, mas sim aprender a manter uma relação saudável e estruturada, em que cada um consiga caminhar sem interferir na forma de pensar e sentir do outro.

A última dica que deixamos é sobre o ambiente à sua volta. A casa em que moramos revela muito sobre nossa personalidade e, inconscientemente, sobre nossa psique. Ter ordem nos ambientes e mantê-los limpos são dois pontos essenciais para quem deseja ter essa mesma harmonia internamente. Assim, para mudar os estados psicológicos e os princípios de vibração, a pessoa deve se cercar daquilo que procura ter. Em nosso caso, estimulamos a ordem e a harmonia dos ambientes para que assim se busque uma ordem e harmonia interna. É evidente que não basta apenas arrumar o quarto ou a casa, mas criar verdadeiros hábitos de higiene física, emocional e mental para poder viver conscientemente essa mudança.

Por fim, vale lembrar que o mundo externo e interno seguem uma mesma lei universal. Se queremos modificar algo dentro de nós, é possível que começar a mudar externamente seja um primeiro e importante passo. A mudança interna também causará, consequentemente, transformações ao seu redor. O movimento, portanto, é a única realidade imutável, pois ele sempre acontecerá. Nos cabe estar conscientes desses movimentos e saber direcioná-los para o local em que desejamos. Devemos ser, enfim, os senhores do nosso destino e tomar as rédeas dos nossos pensamentos, sentimentos e ações. 

Que a mudança seja, para ti, meu caro leitor, uma realidade agradável e que faça valer o empenho que a sabedoria emprega ao nos brindar com tais conhecimentos. 

Para aqueles que se interessaram pelo assunto, deixamos abaixo um vídeo explicativo que pode elucidar questionamentos:

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