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O tempo é cíclico. O que chamamos de tempo, gostemos ou não, é apenas o período que a Terra leva para fazer seus movimentos de translação e rotação. Assim, por mais que imaginemos (e até contemos) com o tempo de maneira linear, ou seja, um ano seguido de outro, para o Universo o tempo funciona de forma bem distinta.

Essa não é, contudo, uma ideia nova para o Ser Humano, pois desde os antigos Sumérios já se compreendia o tempo a partir dessa ótica. Além disso, essa não deveria ser uma informação chocante para nós, afinal, basta observarmos a Natureza e suas expressões para sabermos que a Ciclicidade é uma Lei Universal. Graças a essa curiosidade do Ser Humano com relação ao tempo é que diversas ciências como a astronomia, a astrologia e a história foram desenvolvidas.

Partindo dessas ideias e levando em consideração a Lei da Ciclicidade, é fato que a Terra – e a Humanidade – passam por períodos, ou eras, uma vez que não estão fora do Universo. Em nós, essa oscilação pode ser percebida com o nosso humor e novas ideias que passam a fazer parte do nosso mundo individual. Entretanto, o mundo e as sociedades humanas não mudam tão rápido quanto cada um de nós, de maneira pessoal. Assim, a Terra e todo sistema solar movimentam-se em ciclos e apresentam, cada um a seu tempo, maneiras distintas de viver. Esses momentos de ciclicidade foram chamados de diferentes nomes, de acordo com cada civilização, mas aqui trataremos como Eras Astrológicas.

As Eras Astrológicas, assim como a própria astrologia, caminham com a Humanidade desde o começo da civilização. Tendo duração de aproximadamente 2.160 anos, sendo a primeira era, segundo essa teoria astrológica, com o signo de leão, em torno de 9.000 a.C. Essa compreensão de uma Lei Universal, no caso a da Ciclicidade, também foi desenvolvida por diversos povos, dos Antigos Egípcios até os Maias. Ademais, as Eras Astrológicas são conhecimentos esotéricos, ou seja, um conhecimento interno e passado cuidadosamente ao longo do tempo, restrito a poucas pessoas. Isso porque as informações e percepções do futuro da Humanidade, assim como as provas que precisaremos enfrentar, podem acabar mais assustando do que incentivando à uma vida propriamente Humana. Desse modo, a percepção destas Eras representam um caminho de evolução da espécie Humana ao longo do tempo, que vive diversos ciclos distintos, com suas provas e desafios próprios. Se utilizando da lógica dos signos zodiacais, as Eras Astrológicas também compartilham dos atributos dos signos.

Segundo a filosofia esotérica, estamos passando atualmente pela Era de Aquário, um momento em que todas as certezas e definições Humanas irão se dissolver para que daí surja um Ser Humano novo e melhor. Visto isso, por mais que a Era Astrológica que vivemos não nos seja favorável, a percepção desses estudos é que, ao fim, conseguiremos evoluir. Levando todos esses aspectos em consideração, alguns grupos que possuíam esse conhecimento passaram a criar, em diferentes partes do mundo, as suas próprias escolas e percepções. Foi o caso do movimento New Age, lançado em meados dos anos de 1970 e continua até hoje. Geralmente “confundidos” com os hippies, a filosofia empregada pelo movimento New Age é o de compreender não apenas as Eras Astrológicas, mas trabalhar para que sejam a semente de uma nova forma de vida, baseada no Amor e na não agressão. Mas, afinal, o que é o movimento New age?

Para entendermos a origem da “nova era” é crucial percebermos as necessidade de sua época. Lembremos, portanto, que os conflitos ao redor do globo eram diversos e que a URSS e os EUA estavam dispostos a sacrificar milhares de soldados para conseguir uma vitória no campo de batalha. Indo de encontro a política armamentista, este movimento prega que o Ser Humano evoluirá para uma nova era que será, indubitavelmente, cheia de Amor. Dessa maneira, a nova era insurge no cenário político/espiritual apresentando um meio de vida compatível, alinhado com os Valores da Convivência e do Amor.

Vale ressaltar, porém, que a nova era não é uma seita religiosa, muito menos uma religião em si. De acordo com seus próprios praticantes, a New Age está muito mais alinhada com um movimento Espiritual do que, necessariamente, com  divulgadores de produtos ou mesmo fundadores de uma nova fé. Acima dessas questões, os membros desse movimento entendem que os princípios da nova era devem ser vividos, considerando todos os seus aspectos.

Aqui cabe refletirmos sobre um fenômeno interessante, que é a criação de movimentos/religiões a partir de uma percepção da Natureza. A religião, de acordo com sua própria palavra, significa “religar” que, em essência, seria reconectar com o nosso aspecto Divino. Uma das maneiras de buscar esse (re)conhecimento é através das Leis da Natureza, percebendo seus efeitos em nossa caminhada. Desse modo, quando percebemos uma Lei mudamos a nós mesmos, nossa visão de mundo e ampliamos nossa consciência. Porém, geralmente não nos satisfazemos com a jornada de mudar a nós mesmos e por isso tentamos modificar as outras pessoas. Insistimos que elas aceitem nosso ponto de vista e, quando não estamos atentos, acabamos por ficar intolerantes e/ou dogmáticos com nossas ideias. Passamos a não suportar a opinião alheia e acabamos, por bem ou por mal, desconectados do mundo. 

Por outro lado, se levarmos em consideração que as Eras são, a rigor, um movimento dos astros e, objetivamente, nada mais que isso, estaremos desacreditando na máxima de que todo o Universo está conectado. Desta maneira, a interpretação desse fato quando atrelado a diversos significados tornam-o muito mais do que um mero fenômeno da astronomia e passam a habitar na vida das pessoas de maneira simbólica. Do mesmo jeito que comemoramos o ano novo, como a passagem de um ciclo, por que não pensar nas Eras Astrológicas como, em uma escala maior, uma renovação, ou seja, novas metas a serem alcançadas pela Humanidade? Considerando essa questão, é fundamental compreendermos a diferença entre as Leis da Natureza, que se expressam a todo momento e não estão sujeitas às Vontades Humanas, e os movimentos que surgem a partir dessas percepções. 

Por fim, é essencial acreditarmos e atuarmos na renovação dos Valores Humanos. Talvez não precisemos esperar mais uma Era Astrológica, muito menos todos os astros estarem alinhados para começarmos a sermos, nós mesmos, a renovação que o mundo necessita. Olhemos uns aos outros, para começar, sem distinção de etnia, credo, sexualidade e crença. Passemos a investigar de forma profunda os Mistérios que cercam a vida para que tenhamos algumas respostas, as que são fundamentais para o nosso crescimento interno nesse momento. Dessa maneira, enxergamos as Leis da Natureza no nosso cotidiano e, invariavelmente, nos tornaremos a mudança que queremos ver no mundo. Sejamos, portanto, o florescer da Nova Era que desejamos para a Humanidade.

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