O Universo está mergulhado em Mistérios. Essa é uma frase que todos nós podemos concordar, uma vez que não sabemos quase nada – e ao mesmo tempo, muito – sobre as Leis que regem a Natureza e o Ser Humano. Ao longo da história da humanidade continuamos a buscar respostas para nossas questões existenciais, entretanto, por mais diversificada, simbólica e complexa que seja a resposta, ainda assim sentimos que elas não são suficientes.

Atualmente nosso método de compreensão do mundo é o científico, ou seja, a partir do uso da razão e do desenvolvimento de experimentos e teorias que nos tragam o maior número de respostas possíveis. Esse método, desenvolvido a partir do século XVII, vem sendo aprimorado a cada geração e nos apresenta, em um grau elevado, uma confiabilidade a partir de suas premissas. Todo cientista sabe, por exemplo, que a ciência nunca responderá todas as dúvidas humanas e que, assim como se buscou em tempos antigos, o sonho de um cientista é, de maneira geral, encontrar uma Lei Una, ou seja, que explique todos os fatos da Natureza.

Entretanto, a ciência é muito jovem se comparada ao tempo que a Humanidade tem. Assim, como buscávamos explicar acerca do Universo, da Terra e do Ser Humano antigamente? 

Os meios de explicação acerca do Universo são variadas, pois cada cultura humana produziu sua própria maneira de interpretar o funcionamento da Natureza. Os antigos hindus, por exemplo, falavam do ritmo do Universo, que ora estaria se expandindo e se manifestando, ora se recolhendo e desaparecendo, movimentos estes denominados como as “respirações de Brahma”. De igual modo, gregos, romanos, egípcios e tantas outras civilizações procuraram representar tais ideias através dos seus mitos. Esses antigos mitos eram a base da religião desses povos, sendo esse um meio de acessar o que conhecíamos sobre o Universo.

Entretanto, o que chamamos de mitos não são apenas histórias fantasiosas, mas sim símbolos e ideias que traduzem uma percepção da Natureza para determinadas culturas. Utilizados pelas religiões como meio de propagação do conhecimento, muitas vezes, em diferentes civilizações, à medida que as pessoas não iam compreendendo mais os símbolos que os mitos carregavam iam se “escondendo” suas lições, relegando-a a poucas pessoas, indivíduos que tinham condições de entender e decifrar as ideias ali contidas. Assim nasceu o que chamou-se na antiguidade de escolas esotéricas, ou seja, instituições internas que garantiram que o conhecimento desses mitos não fossem perdidos por completo. Assim, em diferentes povos as antigas religiões assumiram duas formas: uma esotérica, ou interna, e outra exotérica, ou externa, de conhecimento público. 

Essa pode parecer uma ideia “estranha” em um primeiro momento, porém, usamos essa relação em nossa vida a todo momento. Por exemplo, é muito comum – e saudável – que em nossas relações sociais exista um “círculo” interno de amizades, que geralmente são nossos melhores amigos, e um “círculo” externo, que são os colegas de trabalho, pessoas conhecidas, e assim por diante. Utilizando essa ideia como exemplo, será que contamos os nossos mais íntimos segredos e angústias a qualquer pessoa? Principalmente se achamos que essa pessoa “quase” desconhecida não irá nos entender, tendemos a deixar o círculo externo fora de uma parte de nossos problemas e contamos tudo para os nossos amigos mais próximos, não é? Do mesmo modo se deu a relação entre o conhecimento esotérico e o exotérico, difundidos entre a religião e as escolas esotéricas.

Tais instituições forneceram, ao longo do tempo, diversos pensadores para a Humanidade. A busca pelas Leis Universais e a investigação profunda foram o alimento dessas escolas que, ao que dizem, continuam ocultas e desenvolvendo seu trabalho de modo silencioso, guardando a Sabedoria das tradições. Escolas como a de Pitágoras, por exemplo, contribuíram de maneira decisiva para a civilização Ocidental, assim como a escola de Alexandria, no Antigo Egito, que foi um palco onde pilares do saber como Platão, Aristóteles e Plotino foram alunos. Visto isso, podemos dizer que na antiguidade a religião e a “ciência” – no caso das escolas esotéricas –  caminhavam lado a lado no desenvolvimento da Humanidade.

Dentro desse cenário, portanto, deu-se início ao esoterismo, que nada mais é do que o estudo e aplicação destes conhecimentos internos, guardados a partir das tradições de cada povo. Infelizmente, ao longo dos séculos o termo “esotérico” foi associado a algo negativo, assim como o termo “ocultismo”. Ambos partem da ideia de que há conhecimentos velados e que precisam ser estudados, mas o senso comum os banalizou ao ponto de associarem seus praticantes a algo maligno e que buscam fazer o mal quando, em verdade, o ocultista nada mais é do que um buscador desses conhecimentos que atravessam milênios.

Partindo dessas percepções, podemos afirmar, então, que as formas religiosas, tanto as antigas como as atuais, tem como princípio apresentar uma explicação para os questionamentos que assombram a Humanidade desde sempre. Esse conhecimento, que pode ter raízes internas ou externas, era o modo de investigação próprio dessas civilizações.  Por isso podemos entender que, a seu modo, as religiões também procuram dar um sentido para a existência e para o Ser Humano a partir de uma explicação que, não necessariamente, parte de bases científicas. 

Nos dias atuais, infelizmente, a maioria das pessoas creem que religião e ciência são elementos incompatíveis, sendo uma, muitas vezes, considerada o oposto da outra. Assim, cria-se a ilusão de que o cientista jamais pode ter fé ou ser religioso, uma vez que é um devoto da ciência. E, de igual modo, crê-se que uma pessoa religiosa é tida como ignorante ou que ignora os dogmas científicos. Costumamos levar em consideração tudo o que a ciência diz, tratando-a como uma verdade irrefutável, enquanto a religião se apresenta como uma “fantasia” coletiva, em geral vista como um meio de “manipular” a população, mas será que, de fato, ambas são tão opostas assim?

Percebendo essa falsa oposição entre ciência e religião, nós da Feedobem estamos lançando uma nova série de textos onde vamos apresentar pontos em comum entre esses dois meios de conhecer o Universo. Logo de início queremos deixar claro que não é nosso objetivo elencar que um é melhor do que o outro – ou mais correto que o outro -, mas sim mostrar que ambos estão caminhando em busca de um mesmo sentido, porém, o fazem por trilhas distintas. Assim como a linguagem simbólica das religiões não podem ser aplicadas à ciência, a objetividade e o método científico não nos ajudam a entender a religião. 

Desse modo, o nosso propósito é apenas apresentar ideias que são similares, porém explicadas por vias distintas. Para tanto, iremos trazer diversas teorias e fatos científicos e ver ideias que são faladas também pelo esoterismo, apresentando pontos de encontro nesse longo caminho em torno da busca pela Verdade. 

Aguardamos todos nessa mais nova aventura da FeedoBem percorrendo os caminhos que cruzam a ciência e o conhecimento esotérico!

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