Quando falamos ou pensamos a respeito do infinito, o que vem a nossa mente? Geralmente lembramos de coisas incalculáveis como, por exemplo, a impossibilidade de contarmos as estrelas que existem no céu, o número impensado de grãos contidos na areia da praia, ou mesmo passamos a divagar pelas imensas equações matemáticas e os seus infindáveis cálculos. Assim, cotidianamente, usamos o termo infinito para expressar algo muito grande ou muito além de nossa compreensão. Seja como for, falar sobre o infinito nunca foi tarefa fácil, tendo em vista que se trata de um conceito no qual ainda não temos experiências sensíveis ou empíricas que possamos nos basear. A tendência é que cada um de nós tenha uma percepção diferente a respeito desse termo.

Para algumas ciências como a matemática, a filosofia e a teologia, o infinito foi e é um termo largamente discutido e controverso. Para se ter ideia, a própria matemática tem a maior parte de sua base fundamentada no conceito do infinito, pois, para os grandes matemáticos, quando se fala sobre o infinito trata-se de um enigma de conteúdo inesgotável. Entretanto, apesar de todas as buscas e tentativas de respostas humanas ao longo dos séculos para tentar definir esse conceito, ainda não se tem uma ideia fechada sobre o infinito. A sensação, portanto, é de que o termo continua a escapar de nossa compreensão e razão. 

Tal qual a matemática, o desejo de compreender o infinito foi um dos motivos que não só instigaram a filosofia e a teologia, mas as fizeram avançar nas suas compreensões acerca dos conhecimentos científicos e das suas concepções metafísicas. Foi na busca de tentar apreender e enquadrar o infinitivo que o homem pôde conhecer mais sobre si mesmo e sobre o mundo que o cerca. 

Segundo alguns teóricos, foi a partir da filosofia que surgiu a ideia de que o infinito seria a não existência de limites. Já no campo da teologia, aprendemos a dar a este conceito uma percepção mais positiva de perfeição ou grandeza como algo impossível de superar. Pois, sejam os gregos Anaximandro, Zenão ou Aristóteles com os seus paradoxos, sejam os autores medievais com as suas idéias de relacionar o termo diretamente a Divindade, ou mesmo, a ideia da possibilidade de infinitos mundos, defendida por grandes renascentistas como Giordano Bruno, a questão é que o infinito ainda é um Mistério que nos abraça e nos faz perceber o quanto ainda somos limitados e pequenos quando se trata de certas abstrações.

Visto isso, não há como não reconhecer nossos limites diante da grandeza e das possibilidades que cercam o Universo. Não significa, entretanto, aceitar a incompreensão ou a ignorância de certas ideias ou fatos, nos paralisando diante da vida e da busca por respostas. Pelo contrário, aceitar os nossos limites de compreensão momentânea nos permite perceber em qual ponto estamos e até aonde queremos e podemos chegar para desvelar o que ainda é Mistério. 

Assim, é necessário respeitar certos protocolos da Vida. Dizem os provérbios antigos que para entender ou compreender os Grandes Mistérios do Universo precisamos desenvolver os nossos melhores sentimentos. Por fim, diante do que ainda há por descobrir sobre o infinito, é necessário, para além das teorias largamente discutidas e técnicas altamente sofisticadas, saber ver até compreender qual o Princípio ou Lei que rege as ideias desconhecidas. Querer ver e saber é o que, por sua vez, impulsiona o homem a manter a sua caminhada evolutiva. O que nos resta, portanto, é caminhar sem pressa e sem pausa para desvelar esse infinito que nos rodeia. Que possamos seguir essa trilha do conhecimento até acessar os Grandes Mistérios e, quem sabe, mergulhar na Natureza Profunda do Infinito.

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