Nova logo Portal Feedobem

Biopsicologia: uma Ciência para o Equilíbrio da Mente e do Corpo

Nossa saúde é um valor inestimável, não é mesmo? Quantas vezes, passando por momentos difíceis, falamos frases como “pelo menos estou com a saúde em dia” ou “tendo saúde é o que importa”? Essas sentenças não são ditas de maneira leviana. Sabemos o quão importante é manter-se saudável e passamos grande parte do nosso tempo buscando sempre melhorá-la. Desse modo, marcamos consultas regulares, fazemos exames de sangue e, mesmo “obrigados”, somos levados a academias e a realizar atividades físicas. 

Porém, quando pensamos em saúde acabamos enxergando-a como uma série de fatores isolados. Assim, se tenho uma doença, pensamos que tomar o remédio é a solução final deste mal. De maneira similar, acabamos por dividir a saúde em diferentes aspectos como a saúde física, mental, emocional e até mesmo a saúde espiritual. Por acreditarmos que elas são distintas entre si, é comum não as relacionarmos, portanto, quando sentimos uma dor física procuramos um médico. Quando nossa dor é psicológica, podendo ter sua raiz na mente ou nas emoções, procuramos um psicólogo. E quando nos falta um propósito de vida, algo que nos norteia em nossa existência, falamos que nos falta saúde espiritual.

Assim, nunca enxergamos a saúde em sua totalidade, pois acreditamos que só precisamos tratar cada uma ao seu modo, porém, muitas vezes (senão todas), esses diferentes aspectos estão relacionados. Colocando em exemplos, se eu desenvolvo uma doença física, como a diabetes, é provável que o meu tratamento envolva uma reeducação alimentar, a prática mais regular de exercício físico, para além do uso de remédios. Entretanto, qual o impacto psicológico que essas mudanças podem nos causar? Frente a isso, é preciso refletir que a doença física não gera problemas apenas físicos, mas também podem nos causar danos psicológicos que são tão preocupantes quanto a própria doença. 

Do mesmo modo que entendemos a necessidade de um tratamento integral, é fundamental pensarmos em cuidados mais completos para a manutenção da nossa saúde. Isso significa que, do mesmo modo que mudamos nossa alimentação e começamos a praticar exercícios para tornar nosso corpo sempre saudável, também deveríamos adotar hábitos psicológicos e refletir acerca dos nossos pensamentos e emoções com frequência, para que também possamos cuidar da nossa saúde mental. Acima disso, também devemos compreender que a atividade que eu faço para o meu corpo ajuda diretamente à minha mente e vice-versa. Desse modo, vemos o corpo como um sistema único, que até pode ser estudado de maneira separada para compreendermos melhor seu mecanismo, mas que, na prática, é um só.

Considerando esse ponto de vista, hoje falaremos um pouco mais sobre a Biopsicologia, um ramo da Psicologia que busca compreender a relação do corpo e a mente e seu funcionamento. De maneira geral, a Biopsicologia analisa uma série de componentes neurológicos que influenciam diretamente no nosso corpo. Como sabemos, o sistema nervoso é o grande responsável pela comunicação do nosso organismo. Ele leva mensagens do cérebro ao corpo, assim como também é o caminho que os impulsos captados por nossos sentidos fazem até chegar ao cérebro. Além disso, é através do sistema nervoso que diversos hormônios recebem as “ordens” de serem liberados ou não, influenciando nossas reações internas e, por vezes, externas. Partindo disso, a Biopsicologia coloca em xeque um antigo dito popular que nos diz que “A mente domina o corpo”. 

Refletindo sobre essa frase, em grande medida, isso é uma verdade. Quantas vezes, por exemplo, conseguimos fazer com que nosso corpo resista a uma dor quando definimos em nossa mente isso? Por outro lado, ao sentirmos medo ou fome, nosso cérebro manda mensagens ao nosso corpo para fugir ou alimentar-se e assim o fazemos? Em muitos casos, isso ocorre de modo tão automático que nem nos damos conta de que a maior parte do nosso dia é definida a partir destes instintos. Assim, temos a impressão de que o cérebro é o grande “chefe” desse organismo e que os demais órgãos estão a ele subordinados. Desse modo, o que ocorre quando nossa mente começa a adoecer? Os impactos da nossa saúde mental no corpo são visíveis. Desde a falta de apetite, ou o desânimo em encontrar outras pessoas, até a praticar exercícios e uma série de outras funções, que são benéficas para nossa saúde física e mental, são diretamente afetadas quando não estamos psicologicamente saudáveis.

Partindo disso, a Biopsicologia busca tratar de maneira eficaz as emoções e pensamentos para que ambos possam gerar benefícios ao corpo. Segundo o ditado Romano “Mente sã, corpo são”, busca-se a saúde em sua forma integral, exercitando todos os seus componentes. E como isso é desenvolvido? 

As práticas da Biopsicologia são diversas, mas em geral, elas se baseiam nas antigas tradições, principalmente da civilização Indiana. Uma delas é a prática da meditação, que ajuda a alinhar nossos pensamentos e sentimentos, fazendo que voltemos ao nosso centro. Práticas de Yoga e respirações também estão incluídas nos exercícios da Biopsicologia, pois ambas contribuem diretamente para o equilíbrio da nossa psique. O princípio da Biopsicologia, portanto, é o de acessar nossas emoções e pensamentos de modo a harmonizá-los e, partindo disso, busca-se uma natural organização hormonal do nosso corpo. Como sabemos, o nosso sistema endócrino é composto por diversas glândulas que lançam hormônios em nosso organismo. Esses hormônios, em muitos casos, são responsáveis por nos estimular ou inibir certos comportamentos ou atividades do nosso corpo. 

Refletindo sobre essa ideia, podemos ver que a Biopsicologia não é, necessariamente, um conhecimento novo para a humanidade. Na verdade, muitas tradições já nos falam sobre o poder do mundo “invisível” sobre o mundo “visível”. Ou seja, de que a mente, composta de pensamentos e emoções, realmente define a nossa realidade objetiva. Nossa saúde, portanto, também está dentro dessa lógica, uma vez que diversos problemas psicológicos afetam nossa vida física. Como a dinâmica da vida é a dualidade, então podemos afirmar que, em algum grau, diversas enfermidades físicas nos geram problemas na psique, tornando-se assim um ciclo vicioso. 

A resposta para sairmos deste ciclo de doenças e buscarmos a saúde, portanto, é uma prática integral de bons hábitos. A proposta da Biopsicologia, no fim, é tão antiga quanto os dizeres de Hipócrates, que antes de curar um enfermo perguntava-lhe se estava disposto a deixar para trás a causa da sua doença. As causas, como podemos pensar, estão na maneira que conduzimos nossa vida, nas ideias que regem aquilo que vivemos. Sendo assim, colocando mais uma vez em exemplos, podemos dizer que a diabetes é a manifestação física (em alguns casos) de um impulso em alimentar-se com muito açúcar. Enquanto esse hábito, gerado em algum momento de nossas vidas, não for resolvido, ele continuará a nos fazer sofrer a partir dessa doença, obrigando a nos (re)posicionarmos.

A Biopsicologia, por fim, tenta a união de dois mundos que hoje parecem inconciliáveis: a Ciência e a Religião. Dizemos religião porque alguns dos princípios da Biopsicologia, como o alinhamento dos chackras, ainda é um mistério para a ciência, mas uma verdade para algumas religiões do Oriente. Porém, parece-nos inegável o fato de que todo o nosso organismo é como uma só peça que funciona a partir de milhares de pequenas engrenagens. Se uma delas falha, seja pelo desgaste do tempo ou o mau uso do operador ou mesmo por um fato externo, toda a peça fica comprometida a longo prazo. 

Portanto, mesmo que por vias distintas, Religião e Ciência (no caso, a Biologia) buscam mostrar a mesma verdade: a necessidade do equilíbrio em nossas vidas. No corpo, o equilíbrio se garante pela auto regulação dos hormônios. Na psique, o equilíbrio está em saber limpar a sujeira, que nada mais são que maus pensamentos e emoções negativas, dando-lhes o destino adequado. Já no espírito, o equilíbrio está em encontrar o seu centro, a parte mais íntima e Divina que há em cada um de nós e fazê-la ser expressa através de nossas atitudes. 

No fim, sejamos nós céticos ou crentes dessas verdades, percebe-se a necessidade de enxergarmos a vida como uma unidade, em que todas as suas partes convergem para o bem comum. Que possamos, portanto, nos enxergar sob perspectiva de que, para além das diferentes partes que possuímos, nenhuma delas está separada. Lembremos, portanto, da unidade e sejamos sempre um.

Compartilhe com quem você quer o bem

MENU

Siga nossas redes sociais

Ouças nossa playlist enquanto navega pelo site.

Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência, de acordo com a nossa Política de privacidade . Ao continuar navegando, você concorda com o uso de cookies.