Às vezes não nos damos conta de como pequenos gestos podem iluminar e colorir a vida das pessoas. Já notou que, ao receber ou ao doar um sorriso sincero, podemos impactar, ou sermos impactados, por horas ao longo do nosso dia?
Deveríamos cultivar o hábito de nos interessarmos pelas pessoas e aprendermos como poderíamos melhor servi-las. Sim, servi-las. Todo o Universo e a Natureza que nele há tem a sua razão, ou o seu sentido de existência no ato de servir. Por exemplo, o sol, o mar, os animais, todos eles não vivem só por necessidades próprias, todos vivem e servem a outros seres da Natureza e com o ser humano não seria diferente. Ou seja, a sua razão de viver deveria estar baseada num desejo profundo de servir aos demais seres.
Como é bonito e mágico quando nos predispomos a conhecer e admirar o mundo do outro, a respeitá-lo e aceitá-lo com toda a sua inteireza. Conviver é uma das artes mais difíceis de ser praticada, pois exige identidade e alteridade na medida certa. Aqui se encontra um dos maiores Mistérios da Vida, e, para tocar e ser tocado por alguém, é preciso aprender a gostar das pessoas. O outro nos impõe diversos desafios, mas também nos abre outras diversas possibilidades. Novos olhares, formas de resoluções de problemas, questionamentos etc., nos enriquecem e nos fazem avançar, não nos permitindo ficar dogmáticos em nossas próprias opiniões.
Sermos gentis e cuidadosos com o mundo que nos cerca é tão importante para o nosso desenvolvimento afetivo quanto para as nossas relações sociais, uma vez que passamos a construir vínculos profundos com todos os que cruzam o nosso caminho. Se posicionar na vida dessa forma nos faz despertar para o Amor, as Virtudes e, consequentemente, nos permite experimentar emoções nunca sentidas. Necessariamente, o cultivo desses tipos de Valores não é fruto de um acaso, mas de uma eleição consciente que o sujeito terá que fazer em algum momento de sua vida. Mas, para tal escolha, a pessoa precisará ser educada, formada para isso.
Dizem por aí que a prática das Virtudes não se diminui com o uso, mas se aperfeiçoa à medida que a executamos. Gandhi, por exemplo, costumava dizer que, ao sermos gentis e nobres com os nossos semelhantes, tal comportamento só cresce e se sofistica. Isso faz todo o sentido, tendo em vista que, quando colocamos o que há de melhor em tudo o que fazemos, sentimos uma espécie de dever cumprido, de plenitude e de felicidade, sendo a tendência fazermos as próximas ações de forma cada vez melhor.
Entretanto, é importante lembrar que a prática das Virtudes nada tem a ver com regras de etiquetas, respostas ou ações mecanizadas, ou seja, um comportamento virtuoso está para além de uma “educação” ou da incorporação de regras que uma pessoa seja capaz de entender, seguir ou cumprir no meio onde vive. Trata-se, na verdade, de uma característica do caráter, de uma formação ética e consciente de quem optou por viver Valores e atributos mais Humanos para poder compartilhar com os demais.
Porque viver em sociedade nos exige, entre outros Valores, muita Empatia, Compaixão e Amor pelos outros. E se engana quem pensa que esses sentimentos fragilizam o indivíduo. Pelo contrário: quem consegue experimentar o Amor sabe a força que ele tem, pois é mais forte quem sabe amar.
Por fim, os nossos pequenos e simples gestos são imprescindíveis para alimentar a nossa esperança em dias melhores. Há uma nobreza no olhar de quem recebe tais afagos virtuosos, há sensibilidade no olhar de quem reconhece um comportamento virtuoso. Há uma grandeza de alma para quem pratica um gesto bondoso. E, como afirma o curta metragem português, produzido pelo Movimento Gentil/Zig Zag, ser gentil torna o mundo mais colorido. Essa ainda é a melhor forma de ver, de ser e de atuar no mundo ou onde quer que nos encontremos ou passemos. Vale ressaltar que esse modo de vida não tem contra indicações e ainda gera uma sensação de bem-estar para todos.
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