“Os Cavaleiros do Zodíaco”: O Anime dos anos 90 que Inspira Gerações

Cavaleiros do Zodíaco é muito mais do que um anime de ação: é também uma poderosa ferramenta de educação por valores. Há várias maneiras de educar um ser humano – e uma delas é por meio de histórias que inspiram virtudes, como vemos neste clássico dos anos 90. A escola enquanto instituição cumpre perfeitamente esse papel. Porém, educar vai muito além dos bancos escolares e das inúmeras séries de matérias que aprendemos no colegial. Educar, na verdade, é um trabalho artesanal e que nunca tem fim, pois a todo momento podemos estar desenvolvendo ainda mais nossas capacidades e valores no mundo.

Além disso, educar é necessariamente um trabalho constante, feito de todas as formas e, querendo ou não, acabamos sendo influenciados pelo que observamos, ouvimos e imitamos. As crianças, principalmente em sua fase infantil, tendem a aprender muito mais por esses caminhos do que de fato por uma educação formal. Ao observarem o comportamento dos adultos, principalmente os seus pais, acabam entendendo as regras básicas da sociedade, como se portar e como lidar com suas emoções. Não por acaso, desde sempre nos foi ensinado a importância de saber tratar bem os demais, porém, se formos educados em um ambiente que não há esse tipo de respeito, é difícil que sejamos, de fato, pessoas que vivam esse princípio.

O fato é que estamos sujeitos a aprender a todo momento e fazemos isso, mesmo que não estejamos conscientes. De maneira direta e indireta, os comportamentos vão sendo introduzidos em nossas práticas diárias, o que se revela, ao longo dos anos, de maneira cristalizada em forma de uma cultura.

Criança assistindo Cavaleiros do Zodíaco em uma TV
O impacto dos cavaleiros do zodíaco na formação de valores infantis

Frente a essa realidade, devemos sempre pensar no que podemos ofertar para crianças e adultos quando se trata de entretenimento, afinal, se aprendemos com o que observamos, não seria lógico pensar nos tipos de programas e desenhos que nossas crianças assistem? Um comportamento é, muitas vezes, reflexo de um personagem favorito que a criança elegeu e acaba por imitá-lo, logo, o cuidado com a seleção de programas deveria – e em alguns casos realmente é – uma prioridade na educação infantil.

Não faltam bons – e maus – programas de TV. Porém, para sabermos que tipo de valores nossas crianças cultivam, é importante definir o que, para nós, como adultos e responsáveis por sua formação, consideramos válido. Alguns valores universais – como a Justiça, o Bem, a Generosidade e o Sacrifício em prol do Todo – devem ser sempre incentivados para que as futuras gerações possam desenvolver com exímio tais princípios.

Ter referências nas telas é um passo importante para a construção desse arcabouço de valores, mas é preciso muito mais do que apenas exibir programas de TV: é necessário viver cotidianamente esses valores. Sendo assim, hoje indicamos um anime dos anos 1990 que ainda hoje faz sucesso em nosso país e que vale a pena nossas crianças conhecerem. Estamos falando de Cavaleiros do Zodíaco.

O que são “Os Cavaleiros do Zodíaco”?

Primeiramente, vamos conhecer um pouco sobre a história desse anime. “Os Cavaleiros do Zodíaco”, título usado no Brasil para se referir ao mangá Saint Seiya, começou a ser produzido no Japão nos anos 1980 por Masami Kurumada. O mangá ganhou suas primeiras animações pela primeira vez em 1986 e rapidamente se tornou um fenômeno não apenas no Japão, mas também internacionalmente.

Personagens principais de Cavaleiros do Zodíaco em suas armaduras
Os Cavaleiros de Atena e suas armaduras míticas

A história gira em torno de jovens guerreiros conhecidos como “Cavaleiros”, que lutam para proteger a Deusa Grega Atena e defender a Paz na Terra. Cada “Cavaleiro” utiliza uma armadura inspirada nos signos do Zodíaco, conferindo habilidades únicas baseadas nos elementos e nas constelações que representam. Ao longo da sua jornada, cada “Cavaleiro” vai desenvolvendo o seu “cosmo”, um poder interno capaz de realizar feitos heroicos. Esse poder misterioso está em tudo, mas só aqueles que conseguem despertar a consciência desse mistério são capazes de utilizá-lo.

Ao desenvolver seu “cosmo” e colocá-lo à serviço do bem e da justiça, “Os Cavaleiros do Zodíaco” lutam contra o mal que pretende destruir a Terra. Se por um lado essa é uma narrativa um tanto quanto simples, nada melhor do que isso para percebermos nitidamente o valor da bondade, da justiça e da amizade e como podemos colocá-las em prática. Em seus combates, os “Cavaleiros” precisam superar a si mesmos, seus traumas e medos para poder salvar a Deusa Atena, a única capaz de manter a justiça e paz no mundo.

Sobre esse aspecto, uma valiosa lição que os cavaleiros do zodíaco nos ensina em cada episódio é o valor do sacrifício em prol dos demais. Para quem foi uma criança nos anos 1990, entenderá bem o que estamos transmitindo: a cada momento, a cada luta, por mais difícil e desesperador que o inimigo pudesse ser, o amor pela justiça e o cumprimento do seu dever, sem abandonar seus amigos, lutando pelo bem, faziam despertar o mais poderoso “cosmo” dentro de cada “Cavaleiro”.

Dentro dessa narrativa fantástica, a lição é simples e atemporal: o Bem sempre prevalecerá quando estiver sendo defendido por um coração nobre e cheio de amor pelos demais. Essa é apenas uma das milhares de lições que podemos extrair de “Os Cavaleiros do Zodíaco”. Vamos conhecer outras agora!

O simbolismo dos protagonistas

Ainda sobre o anime, uma das principais relações da narrativa acontece entre os protagonistas e as suas constelações protetoras. Logo, conhecendo um pouco de cada constelação, podemos entender o papel de cada um dos heróis nessa trama. Em algumas ocasiões dentro dos episódios, explica-se um pouco de mitologia, mas nem todos percebem a profunda relação que há entre essas histórias e a própria saga dos cavaleiros. Sendo assim, o vínculo de cada cavaleiro com sua constelação vai além do simples nome ou armadura: é um reflexo simbólico da sua personalidade e trajetória e dos seus desafios existenciais.

É impraticável falar de todos os personagens do anime, visto as centenas de relações que precisaríamos construir para compreendê-los. Entretanto, é pertinente conhecer pelo menos o simbolismo dos protagonistas, os cinco principais cavaleiros que entregam sua vida para proteger a deusa Atena. Vamos, portanto, conhecer agora o simbolismo por trás de Seiya de Pégaso, Shiryu de Dragão, Hyoga de Cisne, Shun de Andrômeda e Ikki de Fênix.

Seiya de Pégaso 

Comecemos pelo cavaleiro de Pégaso, que para muitos é, de fato, o principal personagem dos cavaleiros do zodíaco. Pégaso, na mitologia grega, é o cavalo alado que nasceu do sangue da Medusa após ser derrotada por Perseu. Ele simboliza a elevação espiritual, a liberdade e a vitória contra monstros interiores; é a alma humana adormecida dentro de nossa personalidade e que almeja alcançar os céus. Como monta dos heróis, Pégaso representa a ascensão do espírito humano, capaz de alcançar os céus e tocar o divino.

Seiya momentos antes de acertar Apolo.
Seiya momentos antes de acertar Apolo no filme Prologo do Céu. Fonte: Saint Seiya Fandom

Dentro dessa simbologia, e acompanhando a saga de Seiya, podemos perceber que ele é um dos mais arredios perante sua missão. Se no começo da trama seu único desejo é reencontrar sua irmã, ao longo da trama entende seu papel de proteger Atena e passa a se dedicar inteiramente a esse propósito.

Tendo isto como grande característica, Seiya é aquele que nunca desiste, ainda que seja o mais ferido ou aparentemente o mais fraco dentro de um combate. Ao sempre se levantar nas batalhas, não importa as condições em que se encontra, o cavaleiro de Pégaso revela a vontade em realizar seu objetivo de proteger a deusa da justiça. Assim como Pégaso, que rompe os céus em voo, Seiya rompe barreiras, enfrentando inimigos muito mais poderosos sem jamais abandonar seus ideais.

Frente a isso, a grande virtude que Seiya canaliza no anime é sua resiliência. Ele é o guerreiro que apanha, cai, sangra, mas sempre se levanta e consegue superar seus desafios. Esse espírito de superação inspira tanto seus companheiros quanto o público: Seiya nos mostra que nunca é tarde para se levantar mais uma vez.

Junto a isso, a constelação de Pégaso no céu sempre foi associada à liberdade, visto que ele é o cavalo alado que voa até o mais alto do cosmos. Seiya, com sua personalidade teimosa e apaixonada, representa exatamente isso: a recusa a se submeter ao destino ou a aceitar uma possível derrota. Sua ligação com Atena não é apenas uma ligação de devoção, mas de amor genuíno pela humanidade, pois sabe que a deusa é a verdadeira guardiã dos seres humanos. Dessa forma, Seiya simboliza a fé no ser humano e na capacidade de transformar o mundo por meio da coragem.

Shiryu de Dragão

O Dragão é um dos símbolos mais poderosos da mitologia oriental, representando força, proteção e sabedoria. Diferente do dragão ocidental, visto como um monstro a ser derrotado, o dragão oriental é guardião e símbolo da energia vital, que mantém e guarda o cosmos, protegendo-o com o seu próprio corpo. Essa dualidade aparece em Shiryu, um cavaleiro que combina poder avassalador com serenidade.

Shiryu usando a técnica secreta "Cólera do Dragão"
Shiryu usando a técnica secreta “Cólera do Dragão”

Shiryu é talvez o personagem que mais encarna o valor do sacrifício, e nesse aspecto sua constelação está diretamente ligada aos seus atos. Dentro da astronomia, a constelação de dragão foi associada, muitas vezes, com a fronteira do universo, existindo depois dela outros mundos, como o mundo das Hespérides na mitologia grega. Assim, essa constelação seria a protetora do cosmos, uma eterna vigilante nos limites do que conhecemos no universo. Além disso, por seu formato estar envolvendo uma outra estrela, Polaris, entende-se desde a antiguidade a relação da constelação de Dragão com o sacrifício, pois, no céu noturno, o formato do dragão parece proteger com seu próprio “corpo” a estrela.

Frente a essas ideias, ao assistirmos os cavaleiros do zodíaco, percebemos que Shiryu é, de fato, um bom representante da constelação de Dragão. Diversas vezes, ele entrega sua própria vida ou sacrifica sua visão em prol de seus companheiros. Esse ato de sacrifício, entretanto, reflete aspectos da filosofia oriental, no qual apresenta a necessidade de, em prol da unidade e da coletividade, entregar seu aspecto individual.

Um dos momentos mais marcantes é quando ele sangra sobre as armaduras para restaurá-las, renunciando à própria sobrevivência pelo bem do grupo. Esse gesto ecoa o dragão mítico, que doa sua energia vital para manter a harmonia do universo. Junto a isso, Shiryu encarna esse arquétipo como o cavaleiro mais sábio e reflexivo do grupo; e, não por acaso, ele é o discípulo fiel de Dohko, o mestre ancião que, na narrativa, é um dos grandes personagens que conhece profundamente a justiça, a história da humanidade e o papel dos cavaleiros na manutenção da ordem cósmica.

Hyoga de Cisne

Passemos para Hyoga, o cavaleiro de Cisne. O cisne, na tradição grega, está ligado a Apolo e ao mito de Leda, sendo símbolo de beleza, pureza e renascimento. Mas também, no imaginário coletivo, o cisne está associado à tragédia e à melancolia, como no famoso “canto do cisne”, expressão do último esforço antes da morte.

Hyoga de Cisne
Hyoga de Cisne

Como animal, o cisne ainda encarna a beleza e a harmonia, pois seu nado — extremamente estético e que desliza sobre os lagos — esconde o esforço de suas patas que, submersas, movimentam-se rapidamente para causar tal efeito. Por essa dualidade, entre o esforço e a harmonia, entende-se desde a antiguidade que o cisne era o símbolo desse esforço, que ninguém pode ver para causar harmonia no externo.

Para exemplificar, imagine uma mãe que trabalha arduamente para sustentar uma família, porém, na frente dos filhos, sempre apresenta-se sorrindo e disposta, mesmo com o corpo exausto de tantas horas de labor. Esse seria o cisne: aquele que mantém um esforço invisível para que os demais vejam somente a sua beleza.

Dito isso, Hyoga é um reflexo perfeito desse simbolismo. Apesar de ser um grande aliado dos cavaleiros e atuar sempre em prol da harmonia, esse cavaleiro esconde uma dor profunda que carrega somente consigo e não permite que ninguém a veja. Essa dor é a perda de sua mãe, morta em um naufrágio na Sibéria. É essa dor que o fortalece em um primeiro momento, fazendo com que passe por um rígido treinamento no frio para suportar as águas geladas do oceano ártico e para poder visitar o túmulo de sua mãe. O frio de sua constelação é o gelo da solidão, mas também a clareza de um coração puro.

Ao longo de sua jornada, Hyoga passa por uma das provas mais difíceis para qualquer ser humano: a de enfrentar o seu próprio mestre, Camus de Aquário. Camus, aparentemente visto como um vilão no início na narrativa, atua para extrair de Hyoga o máximo do seu poder e o leva ao limite do sofrimento para despertar tal força. Essa relação mostra o valor da dor como catalisadora de crescimento. Hyoga aprende que compaixão e força precisam coexistir, pois o verdadeiro cavaleiro não luta apenas pela vingança, mas pelo amor maior.

Hyoga de Cisne enfrentando seu mestre Camus de Aquário
Hyoga de Cisne enfrentando seu mestre Camus de Aquário

O cisne branco, que desliza sereno sobre a água gelada, reflete a personalidade de Hyoga: elegante, contido, mas capaz de golpes letais. Ele simboliza a transformação da dor em beleza, da solidão em fraternidade. Sua ligação com o gelo não é apenas destrutiva: é também a frieza necessária para tomar decisões justas, mesmo diante do apego pessoal.

Shun de Andrômeda 

Na mitologia, Andrômeda é a princesa acorrentada a um rochedo, entregue como sacrifício a um monstro marinho, até ser salva por Perseu. Essa imagem é carregada de simbolismo: inocência sacrificada, sofrimento imposto pelo destino e libertação através da coragem. Além disso, Andrômeda decide dar sua vida para salvar a cidade atormentada por tal monstro, o que demonstra a nobreza que há em seu espírito.

Shun de Andrômeda
Shun de Andrômeda 

Shun encarna perfeitamente esse mito. Ele é o cavaleiro da compaixão, que detesta lutar e prefere sempre evitar o conflito, mesmo que por vezes tenha que arriscar sua vida. Em várias passagens dos cavaleiros do zodíaco, fica clara essa relação entre o destino de Andrômeda com a postura de Shun, pouco compreendido pela maioria dos personagens. Entretanto, é da sua compaixão que nasce o seu verdadeiro poder, pois quando decide de fato lutar para proteger Atena, Shun se transforma no mais poderoso dos cavaleiros.

À primeira vista, devido às características que apontamos, Shun é visto como o mais frágil dos cinco protagonistas. Mas sua fragilidade é justamente sua maior força. Ele nos ensina que a verdadeira coragem não está em atacar, mas em resistir e proteger. Sua armadura de Andrômeda, com as correntes, mostra que a bondade também pode ser uma forma de poder, capaz de conter inimigos sem destruí-los. 

Em grande parte dos combates, suas armas são usadas apenas para defesa e para contenção dos adversários, mostrando inclusive piedade para com os vilões. Shun, frente a todos os outros, demonstra uma piedade sublime para com seus algozes, assim como Andrômeda, que, mesmo destinada a ser engolida por um monstro marinho, não o odeia, nem deseja seu mal.

Ikki de Fênix 

A Fênix é um dos símbolos mais universais da mitologia: o pássaro que morre em chamas para renascer das próprias cinzas. Representa imortalidade, renovação e poder absoluto contra a destruição. Essa ave lendária é capaz de renovar a si mesma através do fogo, o elemento mais profundo da alquimia e por isso, provavelmente, chama tanta atenção ainda hoje. Não por acaso, essa é a constelação guardiã de Ikki, irmão mais velho de Shun, o protagonista mais amado e, ao mesmo tempo, mais controverso de toda a narrativa.

Para entendermos a relação de Ikki com a constelação de fênix precisamos conhecer sua trajetória. Desde o início, sua história é marcada pela dor, pelo isolamento e pela revolta contra a injustiça: Ikki, diferente dos demais cavaleiros, não encontra um mestre bondoso e que quer despertar os melhores valores de si. Pelo contrário, seu mestre aposta na raiva como elemento fundamental para adquirir poder e tenta causar o máximo de dor possível em Ikki nos treinamentos para que ele desperte esse aspecto. Assim, ao longo de seu treinamento para cavaleiro, Ikki é consumido pelo ódio e se torna um vilão, com desejo de vingança.

Guilty, mestre de Ikki.
Guilty, mestre de Ikki.

Contudo, como a Fênix, Ikki vai descobrindo a si mesmo e purificando essa marca deixada em seu treinamento; e, aos poucos, converte-se em um cavaleiro que protege Atena e a justiça, mesmo que seja do seu modo. Adquire, então, o mesmo símbolo da ave sagrada, renova-se, cria novas penas e alça voos mais longos, chegando a ser mais forte do que antes.

Nesse aspecto, Ikki é o oposto de Seiya: onde há união e amizade em Seiya, há solidão e independência em Ikki. Ele acredita que só pode confiar em si mesmo, e essa desconfiança do mundo o torna mais duro. Ikki sabe o poder destrutivo que o ser humano pode ter quando canaliza mal as forças humanas e não vive a ilusão de um mundo perfeito, muitas vezes desejado pelos demais cavaleiros. Ainda assim, acredita em Atena e na justiça, mas prefere caminhar sozinho e lutar de maneira independente. No fundo, seu amor pelo irmão Shun e sua devoção silenciosa à justiça revelam um coração que arde sob as cinzas da dor e do trauma.

Ikki de Fênix 
Ikki de Fênix 

Frente a isso, como já apontamos, a constelação da Fênix simboliza a eterna capacidade de renascer. Em cada batalha, Ikki demonstra isso: derrotado, ele sempre retorna, mesmo incansável, mas com uma força ainda maior. Esse poder o torna o mais temido entre os cinco protagonistas, mas também o mais enigmático, pois nunca sabemos se, de fato, ele estará nas batalhas para ajudar seus amigos. Seu simbolismo é claro: não importa quantas vezes a vida nos derrube, sempre podemos renascer mais fortes.

Quais lições podemos aprender com “Os Cavaleiros do Zodíaco”?

Além de inspiradora, a série “Os Cavaleiros do Zodíaco” é capaz de despertar muitas ideias no coração de jovens e adultos. A coragem e a perseverança, por exemplo, são duas virtudes nítidas em todos os personagens que colocam suas vidas em risco em prol de um ideal. No fundo, essa é a verdadeira definição de coragem, afinal, essa palavra vem do latim “coris“, que nada mais é do que “agir com o coração”. Assim, a coragem que os “Cavaleiros” nos despertam não é a de escalar montanhas, pular de paraquedas ou estar em um carro há 200 km/h, mas sim a de não evitar os perigos, nem os combates por causas nobres.

O vídeo abaixo é um exemplo de coragem e sacrifício. Para contextualizar, nesse momento da narrativa, era preciso recuperar as armaduras sagradas que haviam sido danificadas após várias batalhas. Porém, para vivificar as armaduras, seria necessário o sangue de um “Cavaleiro”, e Shiryu, o “Cavaleiro” da Constelação de Dragão, decide entregar sua vida para que seus companheiros continuem lutando.

Essa é uma mensagem poderosa. Não precisamos chegar ao ponto de Shiryu, mas será que estamos dispostos a sacrificar um pouco do nosso tempo para ajudar uma causa nobre? Ou mesmo um amigo em necessidade? Para uma criança, a ideia de que sempre deve ajudar os demais, mesmo colocando-se em risco, formará um valor de proteção aos outros como algo inestimável. Essa é, por trás da cena em si, a verdadeira mensagem que o anime busca transmitir.

Outro momento marcante em cavaleiros do zodíaco está na relação dos Discípulos e seus Mestres. Cada “Cavaleiro” foi, antes de tudo, um Aprendiz, e um Mestre os guiou para encontrar seu “cosmo”. Essa relação entre Mestres e Discípulos mostra com profundidade que todos nós necessitamos aprender com  alguém que sabe mais, que já passou pela experiência e consegue transmitir seus ensinamentos.

Mestre ensinando seu discípulo em Cavaleiros do Zodíaco
A importância da relação mestre e discípulo

Nesse próximo vídeo, Hyoga, o “Cavaleiro de Cisne”, luta contra o seu próprio Mestre. A batalha, no fundo, é uma lição que Camus (O mestre de Hyoga) pretende fazê-lo aprender ao despertar o seu poder máximo, mesmo que isso signifique sacrificar a própria vida. Camus leva Hyoga até o limite e faz sua tenacidade brilhar para alcançar o seu golpe mais poderoso. Mais uma vez, podemos ver o amor do Mestre pelo Discípulo. Tal atitude, embora pareça algo cruel, no fundo é o necessário para que o pupilo se desenvolva.

Poderíamos colocar outras dezenas de vídeos acerca dessa animação, com passagens tão ricas quanto as que mencionamos. Entretanto, deixaremos que assistam e comprovem a riqueza que há em cavaleiros do zodíaco. 

Por fim, podemos perceber que toda a história busca representar valores atemporais e a luta para que estes existam no mundo. Para crianças – e também adultos –, acreditar nesses valores é fundamental para construção de um mundo melhor, pois passamos a despertar o desejo de fazer tais princípios existirem no mundo. Por essa e tantas outras lições, recomendamos a todos que assistam a “Os Cavaleiros do Zodíaco”!

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